Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Síndrome nefrítica pós-estreptocócica: da urina cor de coca-cola à alta segura

Preparo

  • Mecanismo dos distúrbios do potássio
Paciente
Homem, 8 anos
Em uso de
nenhuma medicação de uso regular
Fatores de risco
dor de garganta há cerca de 10 dias, não tratada com antibiótico, lesões de pele compatíveis com impetigo nas pernas há cerca de 6 semanas, já resolvidas sem tratamento, vive em casa com mais 4 pessoas; escola pública com salas cheias, vacinação em dia
Contexto: Filho do meio de 3 irmãos, mora com os pais e os irmãos numa casa pequena. Frequenta escola pública. A mãe relata que 'ele teve uma dor de garganta feia' cerca de dez dias atrás, mas não levou ao médico porque melhorou sozinha.
Cenário
Pronto-socorro pediátrico de hospital geral (dp01-dp06), com continuidade em consulta ambulatorial de seguimento em nefrologia pediátrica/ambulatório de pediatria semanas e meses depois (dp07-dp08) · urgência — síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica, com seguimento ambulatorial do desfecho renalRecursos disponíveis: exames de urina tipo I e sedimento urinário disponíveis, dosagem de complemento sérico (C3/C4) disponível, sorologia estreptocócica (ASO/anti-DNAse B) disponível, função renal (ureia, creatinina, eletrólitos, incluindo potássio) disponível, monitorização contínua de pressão arterial disponível, diuréticos de alça e tiazídicos disponíveis, bloqueador de canal de cálcio (nifedipino de ação curta) disponível, inibidor da enzima conversora de angiotensina disponível, mas não indicado na fase aguda, anti-hipertensivo parenteral disponível para emergência hipertensiva, anticonvulsivante disponível, equipe de UTI pediátrica e nefrologia pediátrica disponíveis para acionamento, diálise (hemodiálise/diálise peritoneal) disponível para casos graves, biópsia renal disponível, mediante indicação
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a síndrome nefrítica pós-estreptocócica pelo intervalo típico entre a infecção estreptocócica (faringite ou piodermite) e o início da hematúria/edema, diferenciando-a da nefropatia por IgA, que costuma sangrar junto com a infecção respiratória, não depois dela.
  • • Tratar a hipervolemia e a hipertensão — a ameaça aguda do quadro, acima da uremia — com restrição hidrossalina e diurético, evitando bolus de fluido e evitando inibidor da enzima conversora de angiotensina na fase aguda.
  • • Reconhecer a encefalopatia hipertensiva (convulsão e alteração de consciência na criança hipertensa e edemaciada) e escalonar o tratamento anti-hipertensivo de forma emergencial, não apenas tratar a convulsão isoladamente.
  • • Reconhecer a indicação de terapia renal substitutiva diante de oligoanúria e hiperpotassemia refratárias ao diurético.
  • • Diferenciar a hematúria microscópica residual esperada — que pode persistir por meses e não exige nova investigação — da evolução atípica (função renal piorando ao longo do seguimento) que justifica encaminhamento para biópsia renal.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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