Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Síndrome do intestino curto e falência intestinal crônica: da classificação anatômica ao critério de encaminhamento para transplante intestinal

Preparo

  • Intestino: do duodeno ao reto
  • Síndrome do intestino curto: adaptação intestinal, terapia nutricional e teduglutida
  • Distúrbios do cálcio, do magnésio e do fósforo
Paciente
Mulher, 52 anos
Comorbidades
isquemia mesenterica aguda por trombose de arteria mesenterica superior, tratada com ressecao maciça do intestino delgado e jejunostomia terminal (aproximadamente 80 cm de jejuno remanescente, sem colon em continuidade, sem valvula ileocecal), sindrome do intestino curto tipo 1 (classificacao anatomica) com falencia intestinal cronica, fibrilacao atrial cronica, fonte presumida do embolo mesenterico
Em uso de
anticoagulante oral (em reavaliacao pela equipe apos o evento agudo), nutricao parenteral domiciliar, reposicao de sal e ajuste de liquidos orais conforme orientacao nutrologica
Fatores de risco
ressecao maciça de intestino delgado com jejunostomia terminal (sem colon em continuidade), dependencia de nutricao parenteral domiciliar de longo prazo, alto debito de ostomia com risco de desidratacao e deplecao de sodio e magnesio
Contexto: Casada, trabalha meio periodo remotamente; acompanhamento ambulatorial em centro de referencia em falencia intestinal, com nutricao parenteral domiciliar e visitas de enfermagem especializada.
Cenário
Enfermaria cirurgica/UTI no pos-operatorio imediato, evoluindo para acompanhamento ambulatorial em centro de referencia de falencia intestinal ao longo de aproximadamente tres anos · avaliacao e manejo nutrologico longitudinal da sindrome do intestino curto e falencia intestinal cronica, da fase aguda pos-ressecao ate a avaliacao de candidatura a transplante intestinalRecursos disponíveis: equipe multidisciplinar de falencia intestinal (nutrologia, cirurgia, enfermagem especializada, farmacia), nutricao parenteral domiciliar e insumos para infusao, solucoes de reidratacao oral hipersodicas e suplementos nutricionais enterais polimericos isotonicos, laboratorio para dosagem seriada de eletrolitos, magnesio, funcao hepatica e coagulacao, acesso a analogo de GLP-2 (teduglutida) e a avaliacao de candidatura a transplante intestinal em centro de referencia
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Classificar a síndrome do intestino curto pela anatomia do remanescente (tipo 1, 2 ou 3) e relacionar essa classificação à probabilidade de reversibilidade e desmame da nutrição parenteral.
  • • Conduzir o manejo nutricional da fase aguda pós-ressecção maciça, combinando parenteral precoce e introdução gradual de via enteral/oral com monitorização estreita de desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos.
  • • Manejar o alto débito de jejunostomia com restrição de líquidos hipotônicos/hipertônicos, solução de reidratação oral hipersódica e loperamida programada, evitando opioides como antidiarreico de rotina.
  • • Reconhecer por que a reposição oral de magnésio com sais inorgânicos pode agravar a diarreia, e ajustar via/forma de reposição em caso de refratariedade.
  • • Reconhecer os critérios que indicam avaliação de candidatura a transplante intestinal, incluindo hepatopatia associada à falência intestinal avançada, e orientar sobre o momento apropriado de formalizar a listagem.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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