Formação

CondutaResidente

Síndrome compartimental abdominal no paciente cirúrgico crítico em UTI

Paciente
masculino, 61 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, obesidade grau I (IMC 32)
Em uso de
enoxaparina 40 mg/dia (profilaxia de TEV), losartana 50 mg/dia (suspensa no perioperatório)
Fatores de risco
laparotomia de urgência há 48 horas por peritonite fecal secundária a diverticulite perfurada, controle de foco cirúrgico com fechamento temporário do abdome (damage control), grande volume de cristaloide na ressuscitação inicial (> 6 litros nas primeiras 24 horas), íleo pós-operatório esperado, mas em piora progressiva
Contexto: Casado, trabalha como motorista de caminhão; a esposa aguarda notícias na sala de espera da UTI e pergunta diariamente ao cirurgião se "vai precisar operar de novo".
Cenário
UTI cirúrgica, 48 horas após laparotomia de controle de danos · evolução multidisciplinar diária à beira-leito, cirurgião e equipe intensivistaRecursos disponíveis: cateter vesical de demora já instalado, apto à aferição intermitente da pressão intra-abdominal, ventilador mecânico com monitorização contínua da pressão de pico e de platô, equipe de terapia intensiva presente nas visitas multidisciplinares, sala cirúrgica disponível para reoperação de urgência, se indicada
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 2/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que o exame clínico isolado não confirma nem exclui hipertensão intra-abdominal, e solicitar a aferição objetiva da PIA por via vesical diante de sinais de disfunção orgânica em paciente de risco
  • • Diagnosticar síndrome compartimental abdominal pelos critérios objetivos (PIA sustentada > 20 mmHg associada a disfunção orgânica nova), sem depender apenas da impressão de distensão abdominal
  • • Indicar laparotomia descompressiva de urgência diante de síndrome compartimental abdominal estabelecida, reconhecendo por que reposição volêmica adicional agrava o quadro em vez de tratá-lo
  • • Comunicar de forma estruturada à equipe intensivista a indicação cirúrgica e a divisão de responsabilidades, escalando a divergência em vez de deixá-la represada dentro de um plano conduzido por outra equipe
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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