Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Síncope no jovem atleta: o risco que o exame físico não mostra
Preparo
- Genética médica introdutória: padrões de herança e doença monogênica
- Fisiopatologia integrada das arritmias cardíacas
- Paciente
- Homem, 15 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade conhecida; previamente hígido
- Em uso de
- nenhuma medicação de uso contínuo até o momento
- Fatores de risco
- nadador competitivo, treina seis dias por semana, síncope durante prova de natação de 200 m livre, sem pródromo, com submersão breve antes do resgate, tio materno morreu afogado, sem explicação encontrada na autópsia, aos 32 anos, durante uma travessia recreativa em mar aberto
- Cenário
- Pronto-socorro pediátrico de hospital terciário, com apoio de cardiologia pediátrica, ecocardiografia e telemetria contínua disponíveis · atendimento de emergência após síncope durante esforço físico, com evolução para diagnóstico e início de seguimento de síndrome do QT longoRecursos disponíveis: eletrocardiograma de 12 derivações disponível de imediato, por protocolo institucional de síncope, telemetria contínua e monitorização cardíaca disponíveis, ecocardiografia pediátrica disponível, cardiologia pediátrica disponível para avaliação e seguimento, teste ergométrico (ECG de esforço) disponível ambulatorialmente, teste genético para canalopatias disponível, com resultado em semanas, betabloqueadores de longa duração disponíveis (ex.: nadolol)
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer síncope de esforço sem pródromo como sinal de alarme para causa cardíaca, contra a tentação de atribuí-la a exaustão física em um atleta.
- • Ampliar ativamente a investigação da história familiar diante de um relato espontâneo de morte súbita ou afogamento inexplicado em parente antes dos 40 anos, sem descartá-lo como caso isolado.
- • Interpretar um QTc muito prolongado usando a pontuação diagnóstica de Schwartz para síndrome do QT longo, evitando tanto a minimização quanto a escalada prematura para cardiodesfibrilador antes do betabloqueador.
- • Diferenciar abalos motores breves durante uma síncope ('síncope convulsiva') de uma crise epiléptica verdadeira, sem abandonar a investigação cardíaca em andamento.
- • Coordenar a restrição esportiva, a adesão contínua ao betabloqueador, o rastreio em cascata dos familiares de primeiro grau e a segurança medicamentosa numa intercorrência futura (evitar fármacos prolongadores do QT).
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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