Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Síncope no jovem atleta: o risco que o exame físico não mostra

Preparo

  • Genética médica introdutória: padrões de herança e doença monogênica
  • Fisiopatologia integrada das arritmias cardíacas
Paciente
Homem, 15 anos
Comorbidades
nenhuma comorbidade conhecida; previamente hígido
Em uso de
nenhuma medicação de uso contínuo até o momento
Fatores de risco
nadador competitivo, treina seis dias por semana, síncope durante prova de natação de 200 m livre, sem pródromo, com submersão breve antes do resgate, tio materno morreu afogado, sem explicação encontrada na autópsia, aos 32 anos, durante uma travessia recreativa em mar aberto
Contexto: Mora com os pais e um irmão de 8 anos. A família tem expectativa de bolsa esportiva ligada ao desempenho de Rafael na temporada de natação competitiva, com uma competição estadual marcada para dez dias após o episódio.
Cenário
Pronto-socorro pediátrico de hospital terciário, com apoio de cardiologia pediátrica, ecocardiografia e telemetria contínua disponíveis · atendimento de emergência após síncope durante esforço físico, com evolução para diagnóstico e início de seguimento de síndrome do QT longoRecursos disponíveis: eletrocardiograma de 12 derivações disponível de imediato, por protocolo institucional de síncope, telemetria contínua e monitorização cardíaca disponíveis, ecocardiografia pediátrica disponível, cardiologia pediátrica disponível para avaliação e seguimento, teste ergométrico (ECG de esforço) disponível ambulatorialmente, teste genético para canalopatias disponível, com resultado em semanas, betabloqueadores de longa duração disponíveis (ex.: nadolol)
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer síncope de esforço sem pródromo como sinal de alarme para causa cardíaca, contra a tentação de atribuí-la a exaustão física em um atleta.
  • • Ampliar ativamente a investigação da história familiar diante de um relato espontâneo de morte súbita ou afogamento inexplicado em parente antes dos 40 anos, sem descartá-lo como caso isolado.
  • • Interpretar um QTc muito prolongado usando a pontuação diagnóstica de Schwartz para síndrome do QT longo, evitando tanto a minimização quanto a escalada prematura para cardiodesfibrilador antes do betabloqueador.
  • • Diferenciar abalos motores breves durante uma síncope ('síncope convulsiva') de uma crise epiléptica verdadeira, sem abandonar a investigação cardíaca em andamento.
  • • Coordenar a restrição esportiva, a adesão contínua ao betabloqueador, o rastreio em cascata dos familiares de primeiro grau e a segurança medicamentosa numa intercorrência futura (evitar fármacos prolongadores do QT).
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

11 decisões comentadas~22–44 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado