Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Sibilância recorrente do lactente: nem toda sibilância é asma
Preparo
- Asma na infância: crise e controle
- Vigilância do crescimento e curvas antropométricas
- Corpo estranho em via aérea: reconhecimento e manejo de emergência
- Paciente
- Homem, 0 anos
- Em uso de
- budesonida inalatória (corticoide inalatório) 2x/dia com espaçador e máscara, iniciada há 10 semanas, salbutamol inalatório conforme necessidade
- Fatores de risco
- 7 meses de idade, sibilância iniciada por volta das 3-4 semanas de vida, quase contínua desde então, sem intervalo assintomático nítido entre os resfriados, sem história pessoal de eczema nem familiar de asma ou rinite alérgica, peso cruzando duas linhas de percentil para baixo desde os 2 meses de idade, fezes volumosas, gordurosas e com odor forte, várias vezes por semana, sem episódio testemunhado de engasgo, tosse súbita ou cianose durante alimentação
- Cenário
- Consulta ambulatorial de pediatria geral, com acesso a laboratório de rotina, radiologia e encaminhamento a equipe multiprofissional especializada em fibrose cística na rede de referência · consulta ambulatorial de reavaliação — lactente encaminhado por outro pediatra com diagnóstico de 'asma de difícil controle', sem melhora após 10 semanas de tratamentoRecursos disponíveis: caderneta de saúde da criança com curva de peso desde o nascimento, ausculta pulmonar e exame físico completo disponíveis na própria consulta, radiografia de tórax disponível na rede, teste do suor (dosagem quantitativa de cloreto) disponível na rede de referência, encaminhamento a equipe multiprofissional especializada em fibrose cística disponível na rede de referência, broncoscopia disponível apenas mediante encaminhamento a centro de referência
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que início no período neonatal, caráter praticamente contínuo (sem intervalo assintomático) e ausência de fatores de risco atópicos pessoais/familiares são atípicos para sibilância viral recorrente típica ou asma precoce, motivando investigação de causas alternativas em vez de apenas intensificar o tratamento para asma.
- • Reconhecer a combinação de falha de crescimento com fezes volumosas e gordurosas, associada à sibilância desde o período neonatal, como sinal de alerta para fibrose cística.
- • Afastar a hipótese de aspiração de corpo estranho não testemunhada pela AUSÊNCIA de critérios clínicos que a sustentem (história de engasgo súbito, cianose, apneia, assimetria à ausculta), evitando broncoscopia sem indicação sustentada.
- • Exigir que qualquer teste terapêutico com medicação de controle tenha critério de resposta e prazo definidos ANTES de começar, em vez de repetir um ajuste empírico indefinidamente.
- • Escolher o exame DIRIGIDO ao padrão clínico apresentado — o teste do suor diante de um padrão sugestivo de fibrose cística — em vez de radiografia isolada ou broncoscopia direta, e orientar dieta hipercalórica com suplementação de vitaminas lipossolúveis diante de má absorção já identificada.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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