Formação

CondutaResidente

Marcos, homem trans: rastreio por órgão presente e hormonização por conta própria

Preparo

  • Rastreamento do câncer do colo do útero
  • Hipogonadismo masculino e reposição de testosterona
Paciente
sexo registrado feminino ao nascimento; identidade de gênero masculina (homem trans); útero e ovários presentes, sem cirurgia de redesignação, 32 anos
Em uso de
cipionato de testosterona 100 mg IM a cada 2 semanas, iniciado por conta própria há 8 meses, sem receita nem acompanhamento médico
Fatores de risco
citologia cervical não realizada há 4 anos (antes do início da transição social), hormonização sem qualquer monitorização laboratorial prévia, evitação de serviços de saúde após episódio de discriminação institucional em outra unidade (uso do nome de registro civil em voz alta na sala de espera)
Contexto: Mudou de área adstrita há 1 mês. Abandonou o acompanhamento na UBS anterior há 10 meses após a recepção chamá-lo pelo nome de registro civil, não o nome social, em voz alta na sala de espera. Nome social já está correto no cadastro desta unidade antes do início da consulta de hoje. Comparece para consulta de rotina por demanda espontânea, ainda cauteloso quanto à equipe.
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS), primeira consulta de Marcos nesta unidade · ambulatorial, consulta de rotina por demanda espontâneaRecursos disponíveis: cadastro com campo de nome social já preenchido corretamente no prontuário, coleta laboratorial local (hemograma, bioquímica), kit de autocoleta para teste de DNA-HPV disponível na unidade, matriciamento/teleconsultoria com endocrinologia disponível pela rede, agenda de retorno em 7 dias para resultado de exames
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Definir plano preventivo por órgão presente e não por sexo registrado, oferecendo autocoleta para teste de DNA-HPV como alternativa ao exame especular convencional em homem trans com colo do útero preservado
  • • Manter o seguimento clínico e laboratorial de quem já usa hormônio por conta própria, em vez de condicionar o cuidado à interrupção da automedicação ou a um encaminhamento especializado prévio
  • • Reconhecer policitemia como complicação esperável da hormonização masculinizante e acionar matriciamento com endocrinologia mantendo o acompanhamento na própria UBS, em vez de apenas devolver a pessoa para a fila de espera
  • • Conduzir a consulta sem presumir orientação sexual, prática sexual ou recusa de cuidado a partir da identidade de gênero
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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