Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Hemorragia digestiva alta não varicosa no cirrótico: reanimar, proteger e não esperar

Preparo

  • Hemorragia digestiva alta de origem não varicosa
  • Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica
  • Cirrose hepática e suas complicações — ascite, peritonite bacteriana espontânea e encefalopatia
  • Hemorragia digestiva alta e baixa — estratificação de risco e conduta no paciente estável
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
cirrose hepática alcoólica (Child-Pugh B, com ascite leve), hipertensão portal com varizes esofágicas de fino calibre (endoscopia de rastreio há 8 meses), osteoartrose lombar crônica
Em uso de
diclofenaco (automedicação irregular, sem orientação médica, para dor lombar), espironolactona
Fatores de risco
etilismo crônico, uso crônico de anti-inflamatório não esteroidal sem proteção gástrica
Contexto: aposentado por invalidez, mora sozinho
Cenário
Pronto-Socorro de hospital terciário com endoscopia digestiva alta disponível 24h, banco de sangue e UTI no local · admissão por hematêmese e melena com instabilidade hemodinâmicaRecursos disponíveis: endoscopia digestiva alta com terapêutica (injeção, método térmico, clipe, hemostático em spray), banco de sangue com concentrado de hemácias, UTI, laboratório com hemograma seriado, antibioticoterapia empírica intravenosa, cirurgia geral/radiologia intervencionista de retaguarda
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer sinais de choque hemorrágico por hemorragia digestiva alta grave e iniciar reanimação (acesso venoso calibroso, cristaloide, tipagem sanguínea) sem aguardar confirmação laboratorial, evitando atribuir taquicardia e hipotensão a causas benignas como ansiedade.
  • • Aplicar o limiar restritivo de transfusão de hemácias (hemoglobina de 7 g/dL) reconhecendo que um paciente hipotenso e instável com hemoglobina já abaixo desse valor precisa ser transfundido sem demora, e que adiar a transfusão nesse cenário é conduta perigosa.
  • • Proteger a via aérea antes da endoscopia digestiva alta em pacientes com rebaixamento do nível de consciência e hematêmese ativa, e reconhecer que a antibioticoprofilaxia deve ser iniciada desde a admissão em todo paciente cirrótico com hemorragia digestiva alta, independentemente da confirmação de origem varicosa.
  • • Reconhecer que hematoquezia volumosa associada a estigmas de hepatopatia crônica e desconforto epigástrico pode indicar uma fonte digestiva ALTA de trânsito rápido, e que a sondagem nasogástrica tem sensibilidade insuficiente para confirmar ou afastar essa origem.
  • • Decidir o momento adequado da endoscopia digestiva alta (dentro de 24 horas, após reanimação completa), escolher terapêutica endoscópica combinada em vez de monoterapia com epinefrina para úlceras de alto risco, conduzir a recidiva do sangramento com nova endoscopia antes de indicar cirurgia, e aplicar ferramentas de estratificação de risco (Glasgow-Blatchford) antes de considerar alta precoce.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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