Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Rotura uterina em trabalho de parto após cesárea (TOLAC): do reconhecimento precoce à decisão cirúrgica

Preparo

  • Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica
Paciente
Mulher, 29 anos
Gestante
Em uso de
sulfato ferroso e ácido fólico do pré-natal
Fatores de risco
gestação atual (G2P1) em trabalho de parto após cesárea prévia (TOLAC), uma cesárea anterior, por apresentação pélvica, com incisão uterina transversa baixa documentada em relatório cirúrgico — sem cicatriz clássica/vertical, sem outras comorbidades ou fatores de risco adicionais para rotura uterina
Contexto: Gestação atual de baixo risco além do TOLAC, acompanhamento de pré-natal regular. Reside a cerca de 40 minutos da maternidade de referência, onde está internada em trabalho de parto ativo, num centro obstétrico com centro cirúrgico disponível 24 horas.
Cenário
centro obstétrico de maternidade de referência, com centro cirúrgico disponível 24 horas para cesárea de emergência · trabalho de parto ativo em tentativa de parto vaginal após cesárea (TOLAC), evoluindo para emergência cirúrgica obstétricaRecursos disponíveis: cardiotocografia contínua (frequência cardíaca fetal e dinâmica uterina), ocitocina e misoprostol disponíveis na farmácia da unidade, acesso venoso periférico calibroso, reserva de hemocomponentes, hemoglobina/hematócrito e coagulograma, ultrassonografia obstétrica à beira do leito, centro cirúrgico com equipe de anestesia obstétrica disponível 24 horas, equipe multidisciplinar: obstetrícia, anestesiologia, neonatologia/pediatria, urologia, hematologia, leito de terapia intensiva pós-operatória
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que misoprostol é contraindicado na condução do trabalho de parto em TOLAC (exceto óbito fetal), e que ocitocina deve ser usada com vigilância adicional pelo aumento do estresse da parede uterina.
  • • Reconhecer o padrão clínico da rotura uterina em TOLAC: dor abdominal súbita tipo "rasgando", mudança no padrão de contrações, e bradicardia fetal como a alteração mais comum e um dos sinais mais sensíveis de perfusão materna.
  • • Evitar exame digital vaginal antes de excluir placenta prévia em sangramento de 2º/3º trimestre, e reconhecer que rotura uterina suspeita exige cesárea/laparotomia de emergência sob anestesia geral, sem aguardar bloqueio neuroaxial (contraindicado em instabilidade hemodinâmica).
  • • Conduzir ressuscitação volêmica e hemostática precoce e agressiva (segundo acesso calibroso, sangue solicitado cedo) e escolher a incisão abdominal com melhor exposição diante de sangramento intraperitoneal suspeito.
  • • Decidir entre histerorrafia e histerectomia conforme estabilidade hemodinâmica e extensão da lesão, reconhecer lesão vesical associada com indicação de interconsulta de urologia, e orientar a gestante sobre cesárea eletiva programada (36-37 semanas, antes do trabalho de parto) numa gestação futura.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado