Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Avaliação de risco de suicídio na emergência: do comentário alarmante à decisão de destino
- Paciente
- Homem, 45 anos
- Comorbidades
- sem diagnóstico psiquiátrico prévio conhecido — primeira vez que qualquer serviço de saúde o vê por este motivo, uso de álcool crescente nos últimos meses, segundo a esposa, sem acompanhamento
- Em uso de
- nenhuma medicação regular conhecida
- Fatores de risco
- crise financeira aguda — risco real de perder o caminhão financiado, sua única fonte de renda, uso de álcool crescente nos últimos meses, hoje associado à fala alarmante, isolamento social por rotina de estrada — passa a maior parte do tempo sozinho, longe de casa, primeira apresentação a qualquer serviço de saúde por este motivo — sem rede de cuidado já estabelecida, fator protetor identificado (vínculo com os filhos) presente, mas não isolado dos fatores de risco acima
- Cenário
- Pronto-Socorro geral, sem psiquiatra de plantão presencial no momento (equipe de emergência clínica conduz a avaliação inicial e a decisão de destino), sala de observação disponível, acesso a telefone para contato com a rede de apoio e para articular seguimento · admissão trazida pela esposa após comentário alarmante feito por telefone, paciente sem tentativa de autolesão e sem queixa física aguda, visivelmente alcoolizado à chegadaRecursos disponíveis: avaliação clínica e psiquiátrica direcionada (sem psiquiatra presencial; suporte por telefone se necessário), sala de observação com possibilidade de supervisão direta, bafômetro/avaliação clínica de intoxicação alcoólica, telefone para contato com familiares e para articular seguimento ambulatorial, material informativo de plano de segurança, segurança patrimonial disponível, se necessário
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Perguntar diretamente sobre ideação suicida, plano e acesso a meio diante de qualquer sinal de alerta, mesmo quando o paciente está intoxicado.
- • Reconhecer que uma avaliação feita sob intoxicação aguda não é definitiva — manter o paciente em ambiente seguro até a sobriedade e reavaliar o risco depois.
- • Ponderar fatores de risco e de proteção na decisão de destino, sem deixar um único fator protetor afastar múltiplos fatores de risco, e sem decidir por uma escala isolada em vez de avaliação clínica completa.
- • Manter ambiente seguro e supervisão adequada no PS, e reconhecer os limites éticos e técnicos da restrição de um paciente que quer sair diante de risco iminente identificado.
- • Construir um plano de segurança concreto com envolvimento da rede de apoio, documentar a avaliação de forma completa, e comunicar com clareza a decisão de destino ao paciente e à família.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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