Formação

CondutaResidente

O segundo remédio que prolonga o QT: haloperidol na paciente da amiodarona

Preparo

  • Paciente agitado/agressivo e contenção
  • Distúrbios do potássio — hipocalemia e hipercalemia
Paciente
Mulher, 74 anos
Comorbidades
fibrilação atrial paroxística em uso crônico de amiodarona, insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, doença renal crônica estágio 3, fratura de fêmur, operada há 2 dias (fixação cirúrgica com haste intramedular)
Em uso de
amiodarona 200 mg/dia, furosemida 40 mg/dia, losartana 50 mg/dia, dipirona e tramadol para analgesia pós-operatória
Fatores de risco
sexo feminino e idade acima de 68 anos — preditores independentes de prolongamento de QTc em pacientes hospitalizados, uso crônico de amiodarona (fármaco QT-prolongador por si só) associado à proposta de somar um SEGUNDO fármaco QT-prolongador (haloperidol), hipocalemia atual (K+ 3,2 mEq/L) em uso concomitante de diurético de alça, QTc de admissão já limítrofe (468 ms), atribuível em parte à amiodarona crônica
Contexto: Viúva, mora sozinha antes da fratura; a filha está presente no hospital e participa das decisões, mas não está à beira do leito no momento desta interconsulta.
Cenário
enfermaria de ortopedia, leito com monitorização cardíaca intermitente · interconsulta de cardiologia solicitada pela equipe de ortopedia/geriatriaRecursos disponíveis: telemetria contínua disponível mediante solicitação formal, laboratório com dosagem de eletrólitos em regime de urgência, eletrocardiograma de 12 derivações à beira-leito, equipe de enfermagem treinada em contenção mecânica, cardiologia de sobreaviso, acionável a qualquer momento
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer o risco CUMULATIVO de prolongamento do QT ao somar um segundo fármaco QT-prolongador (haloperidol) a um paciente que já usa um primeiro (amiodarona) e está hipocalêmico, ANTES de administrar a dose
  • • Determinar as medidas de mitigação que precedem a administração de um fármaco QT-prolongador em paciente de risco: correção eletrolítica, reavaliação do ECG e menor dose eficaz sob monitorização
  • • Documentar um plano de monitorização executável — com limiar numérico explícito de reavaliação — em vez de uma orientação genérica de 'observar'
  • • Reconhecer extrassístoles em padrão curto-longo-curto e QTc acima de 500 ms como sinais eletrocardiográficos de torsades de pointes iminente que exigem ação imediata, não apenas vigilância
  • • Administrar magnésio intravenoso empiricamente diante de sinais de TdP iminente, independente do valor do magnésio sérico medido
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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