Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Avaliação do risco de heteroagressão e de violência: o caso de Anderson
Preparo
- Modalidades de internação psiquiátrica e internação involuntária
- Paciente
- Homem, 34 anos
- Comorbidades
- esquizofrenia paranoide, diagnosticada há 6 anos, com adesão irregular ao tratamento, um episódio prévio de agressão física há 2 anos (arremessou uma cadeira contra um colega de trabalho durante um surto psicótico agudo), uso de álcool em quantidade crescente nas últimas semanas
- Em uso de
- risperidona 3mg/dia, uso irregular há cerca de 2 meses
- Fatores de risco
- compra recente de uma arma de fogo (revólver), há 10 dias, alegando 'proteção', delírio persecutório com alvo identificável (o vizinho, Osvaldo) e verbalização de intenção, desemprego há 8 meses, isolamento social crescente
- Cenário
- Pronto-socorro psiquiátrico, avaliação de urgência trazida pela família · avaliação psiquiátrica de urgência por relato familiar de ameaça verbal dirigida a terceiro identificável, com necessidade de decisão sobre risco de heteroagressão e dever de proteçãoRecursos disponíveis: entrevista com o paciente e com a irmã (informante colateral), revisão de prontuário e histórico psiquiátrico prévio, possibilidade de hospitalização voluntária ou involuntária, contato com a polícia e com o alvo identificável, quando indicado, articulação com a família para restrição de acesso a meios (arma de fogo)
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a história de violência prévia como o preditor isolado mais forte de violência futura, e investigá-la ativamente diante de qualquer sinal de alerta.
- • Diferenciar um delírio persecutório com alvo identificável, intenção e plano de ação de um conteúdo persecutório sem intenção clara, reconhecendo a primeira combinação como risco de heteroagressão elevado.
- • Incorporar acesso a arma de fogo e uso de substância à estratificação de risco, e agir concretamente para restringir o acesso a meios letais em vez de aceitar uma promessa verbal.
- • Reconhecer quando os critérios do dever de proteção (o princípio de Tarasoff) estão preenchidos e agir — notificação do alvo identificável e/ou da polícia, respeitando o mínimo necessário de informação, e hospitalização quando indicada.
- • Documentar a avaliação de risco e as medidas de proteção efetivamente tomadas, e reconhecer que o dever de proteção não se esgota numa única avaliação — a recorrência ou intensificação da ameaça exige nova reavaliação, não complacência.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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