Formação
CondutaResidente
Rim obstruído e infectado na doença renal crônica: desobstruir antes de dialisar
Preparo
- Doença renal crônica — estadiamento e manejo conservador
- Protocolo de tomografia sem contraste para litíase urinária e caracterização do cálculo
- Lesão renal aguda no paciente internado com comorbidade múltipla
- Caracterização por imagem da hidronefrose e obstrução do trato urinário
- Sepse e infecções graves na emergência
- Paciente
- Homem, 61 anos
- Comorbidades
- doença renal crônica estágio 4 por nefroesclerose hipertensiva (TFG basal aproximadamente 25 mL/min/1,73m², exame de 2 meses atrás), sem diálise e sem acompanhamento nefrológico regular, hipertensão arterial sistêmica de longa data, mal controlada, nefrolitíase de repetição (dois episódios prévios de cálculo renal)
- Em uso de
- losartana 100 mg/dia, anlodipino 10 mg/dia, sinvastatina 20 mg/dia
- Fatores de risco
- tabagismo de 30 maços-ano, função renal basal já reduzida (DRC estágio 4), com pouca reserva para tolerar nova agressão renal aguda, história de cálculos renais de repetição
- Cenário
- Sala de emergência de hospital geral com tomografia computadorizada disponível 24h, laboratório de urgência, e equipe de urologia/radiologia intervencionista de sobreaviso para drenagem urinária percutânea ou endoscópica · atendimento de dor em flanco aguda evoluindo para quadro séptico em paciente com doença renal crônica avançadaRecursos disponíveis: tomografia computadorizada sem contraste disponível com prioridade de urgência, laboratório com função renal, eletrólitos, hemograma e lactato em caráter de urgência, analgésicos opioides e anti-inflamatórios disponíveis, equipe de urologia e radiologia intervencionista de sobreaviso para nefrostomia percutânea ou cateter duplo J, antibióticos de amplo espectro disponíveis na farmácia da emergência
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 2/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que cólica renal associada a febre ≥37,8°C, taquicardia inexplicada ou hipotensão define risco de urosepse e pielonefrite obstrutiva, mudando a prioridade para imagem urgente, e que anti-inflamatórios são contraindicados em paciente com falência renal já conhecida.
- • Diferenciar pielonefrite obstrutiva (pionefrose) de pielonefrite não obstrutiva, reconhecendo que antibiótico isolado é insuficiente para resolver um rim obstruído e infectado, e que a drenagem urgente do sistema coletor é o tratamento definitivo, independentemente da resposta inicial às medidas de suporte.
- • Sequenciar corretamente o pacote de sepse — culturas seguidas de antibiótico de amplo espectro dentro da primeira hora e reposição volêmica criteriosa — em PARALELO à desobstrução urgente, sem que uma medida substitua ou atrase a outra.
- • Reconhecer a etiologia pós-renal da lesão renal aguda por obstrução, evitando tratar a oligúria como puramente pré-renal com volume agressivo, e aplicar corretamente os critérios que definem indicação de diálise de urgência — reconhecendo quando eles NÃO estão presentes.
- • Antecipar e manejar a diurese pós-obstrutiva após a desobstrução, e comunicar com clareza a gravidade real do quadro à família e o plano de seguimento urológico e nefrológico na alta.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado