Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Restrição de crescimento fetal precoce: do feto pequeno ao Doppler decompensado

Preparo

  • Hipoglicemia e distúrbios metabólicos do recém-nascido
Paciente
Mulher, 27 anos
Gestante
Comorbidades
hipertensão arterial crônica leve, prévia à gestação, em uso de metildopa
Em uso de
metildopa, dose habitual, sem ajuste recente
Fatores de risco
gestação atual (G1P0), hipertensão arterial crônica leve prévia à gestação, sem outras comorbidades ou fatores de risco adicionais
Contexto: Pré-natal regular desde o primeiro trimestre, idade gestacional confirmada por ultrassonografia precoce e confiável. Reside a cerca de uma hora do centro de referência terciário com UTI neonatal para onde é encaminhada após o diagnóstico de restrição de crescimento fetal.
Cenário
ambulatório de pré-natal de alto risco, com internação subsequente em centro de referência terciário com UTI neonatal · seguimento ambulatorial de restrição de crescimento fetal precoce, evoluindo para internação por deterioração Doppler ao longo de diasRecursos disponíveis: ultrassonografia obstétrica com Doppler (artéria umbilical, cerebral média, ducto venoso, artérias uterinas), cardiotocografia convencional e perfil biofísico fetal, corticosteroide para maturação pulmonar fetal e sulfato de magnésio para neuroproteção, centro cirúrgico obstétrico disponível 24 horas, UTI neonatal de alta complexidade, equipe multidisciplinar: obstetrícia/medicina fetal, neonatologia, anestesiologia
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar restrição do crescimento fetal (RCF) precoce de feto pequeno para a idade gestacional (PIG) constitucional, reconhecendo que peso fetal estimado abaixo do percentil 3 antes de 32 semanas já preenche isoladamente o critério de RCF precoce, mesmo com Doppler umbilical ainda normal.
  • • Instituir vigilância fetal criteriosa (Doppler seriado, biometria, cardiotocografia/perfil biofísico) proporcional à gravidade dos achados, e reconhecer que diástole zero na artéria umbilical exige internação para monitorização diária, com corticosteroide se a idade gestacional for menor que 34 semanas.
  • • Reconhecer que uma redução transitória do índice de pulsatilidade da artéria umbilical após corticosteroide não representa melhora real e não deve alterar a conduta já indicada pela gravidade do achado Doppler original.
  • • Hierarquizar a gravidade entre diástole reversa da artéria umbilical e ducto venoso alterado, antecipando o momento do parto para a janela recomendada pelo achado mais grave presente, e reconhecer critérios ABSOLUTOS de resolução da gestação por cardiotocografia, aplicáveis independentemente da idade gestacional uma vez alcançada a viabilidade.
  • • Comunicar prognóstico neonatal de um recém-nascido pré-termo grave com honestidade, sem prometer ausência de sequelas, e orientar os cuidados neonatais imediatos prioritários (rastreio de hipoglicemia e hipotermia, alimentação enteral precoce) de um recém-nascido pequeno para a idade gestacional.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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