Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Resposta metabólica ao trauma: da ressuscitação à intensificação do aporte na fase de recuperação, num politraumatizado hígido

Preparo

  • Manejo de hiperglicemia e hipoglicemia no paciente internado
  • Terapia nutricional no paciente crítico
  • Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica
Paciente
Homem, 29 anos
Fatores de risco
politrauma (fratura fechada de fêmur direito e lesão esplênica grau III), esplenectomia de urgência, ventilação mecânica invasiva pós-operatória
Contexto: solteiro, motociclista, entregador autônomo; hígido, sem diagnóstico prévio de desnutrição
Cenário
UTI cirúrgica de hospital terciário, com equipe multiprofissional de terapia nutricional · pós-operatório de esplenectomia de urgência por trauma, com fratura de fêmur ainda não fixada definitivamenteRecursos disponíveis: equipe multiprofissional de terapia nutricional, bomba de infusão de insulina e protocolo de controle glicêmico, ventilação mecânica invasiva com gasometria arterial seriada, ultrassonografia à beira do leito para avaliação de massa muscular, monitorização hemodinâmica invasiva (pressão arterial média contínua, lactato seriado)
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer as contraindicações ao início da terapia nutricional na fase de ressuscitação volêmica/choque não controlado, e retomá-la assim que os critérios de estabilização forem atingidos, sem atrasá-la indefinidamente pelo uso de droga vasoativa em dose baixa e estável.
  • • Aplicar a hipoalimentação permissiva na fase aguda do trauma (15-20 kcal/kg/dia), reconhecendo que a produção endógena de energia dessa fase soma-se à oferta exógena.
  • • Calibrar a meta proteica pela fase da doença — até 1,2 g/kg/dia na fase inicial, evoluindo para 1,3-2 g/kg/dia após o 4º dia — reconhecendo o catabolismo proteico e a perda de massa muscular como o alvo que essa progressão existe para conter.
  • • Reconhecer a transição para a fase de recuperação/anabólica e intensificar a oferta calórico-proteica que a fase aguda deliberadamente conteve, em vez de mantê-la hipocalórica indefinidamente.
  • • Reconhecer a resistência insulínica do estresse como causa de hiperglicemia na doença crítica e manejá-la com o alvo de 140-180 mg/dl, evitando o controle glicêmico estrito (80-110 mg/dl), associado a aumento de mortalidade.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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