Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Repercussão psiquiátrica da doença clínica grave e do paciente crítico: o caso de Sônia
Preparo
- Insuficiência adrenal e uso crônico de corticoide
- Depressão maior: diagnóstico, gravidade e especificadores
- Ajuste de dose na disfunção renal e hepática
- Ansiolíticos, hipnóticos e desprescrição de benzodiazepínicos
- Interações medicamentosas e segurança em psicofarmacologia
- Paciente
- Mulher, 68 anos
- Comorbidades
- artrite reumatoide, em uso crônico de metotrexato semanal e prednisona 5 mg/dia, transtorno de ansiedade generalizada, tratado há 6 anos com sertralina 50 mg/dia e clonazepam 1 mg à noite, hipertensão arterial sistêmica
- Em uso de
- sertralina 50 mg/dia (suspensa desde a admissão na UTI, há 9 dias), clonazepam 1 mg à noite (suspenso desde a admissão na UTI, há 9 dias), prednisona 5 mg/dia — uso crônico (suspensa desde a admissão na UTI, há 9 dias), metotrexato semanal (suspenso desde a admissão na UTI, pela infecção ativa), curso de dexametasona iniciado na UTI para suporte do SDRA/choque séptico, em desmame, piperacilina-tazobactam e azitromicina, em curso, para a pneumonia
- Fatores de risco
- 9 dias de internação, 5 deles em UTI com ventilação mecânica, por pneumonia grave complicada por choque séptico e SDRA, delirium hipoativo durante a UTI, já tratado não-farmacologicamente e resolvido, lesão renal aguda e hepatite isquêmica leve, ambas em resolução, sequelas do choque séptico, quatro medicamentos crônicos suspensos simultaneamente na internação, nenhum retomado até o momento do chamado à psiquiatria
- Cenário
- Unidade de internação intermediária (step-down) de hospital geral, após alta da UTI · interconsulta psiquiátrica solicitada pela equipe assistente diante de sintomas psiquiátricos novos em paciente que esteve gravemente enferma, evoluindo até a alta da unidade intermediáriaRecursos disponíveis: prontuário completo com a linha do tempo de medicações da internação (o que foi suspenso, iniciado e mantido), eletrocardiograma e eletrólitos disponíveis sob solicitação, equipe assistente (clínica/intensivista) e reumatologia para interconsulta, benzodiazepínico e antipsicótico disponíveis para manejo, se indicado, serviço de psicologia/psiquiatria ambulatorial de referência para seguimento pós-alta
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer que sintoma psiquiátrico novo num paciente que esteve gravemente enfermo exige revisão da linha do tempo de medicações — o que foi suspenso e o que foi iniciado — antes de ser atribuído a uma causa psiquiátrica primária.
- • Diferenciar síndrome de abstinência de benzodiazepínico de sintoma psiquiátrico induzido por corticoide e de delirium recorrente, e tratar a abstinência com o benzodiazepínico adequado à disfunção hepática e renal do paciente.
- • Escolher o psicofármaco atento ao QT, à função hepática/renal e às interações do esquema em curso (antibióticos, corticoide), evitando via e combinações de risco.
- • Diferenciar reação de ajustamento ao adoecimento grave de transtorno depressivo maior, rastreando ideação suicida de forma direta quando há sinal de alarme.
- • Orientar paciente e família sobre a síndrome pós-UTI (déficit cognitivo, depressão, TEPT) e articular seguimento estruturado, coordenando a retomada segura de medicações crônicas suspensas.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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