Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Reganho de peso após cirurgia bariátrica: investigar antes de decidir, manejo comportamental de primeira linha e a consulta que não reforça o fracasso

Preparo

  • Técnicas bariátricas e suas complicações
  • Farmacoterapia da obesidade e análogos de GLP-1
Paciente
Mulher, 44 anos
Comorbidades
obesidade grau III pré-operatória, submetida a gastrectomia vertical (sleeve) há 5 anos, com perda inicial de 38 kg e reganho de 12 kg nos últimos 18 meses, sintomas depressivos leves desde a perda do emprego, sem diagnóstico psiquiátrico prévio
Fatores de risco
padrão alimentar de beliscar e líquidos calóricos entre as refeições, documentado em diário alimentar de 3 dias, adesão ruim ao seguimento pós-operatório no último ano (3 consultas perdidas), chega à consulta afirmando que 'a cirurgia falhou'
Contexto: professora de educação infantil, recentemente desempregada, retorno ao ambulatório de nutrologia pós-bariátrica após período de afastamento do seguimento
Cenário
ambulatório de nutrologia pós-bariátrica, seguimento longitudinal ao longo de vários meses · consulta de reavaliação por reganho de peso, com retorno programadoRecursos disponíveis: diário alimentar estruturado e história dietética direcionada, endoscopia digestiva alta (já realizada por outro motivo no último mês), equipe de saúde mental para encaminhamento (psicologia/psiquiatria), análogos de GLP-1 e demais opções farmacológicas adjuvantes para obesidade, equipe de cirurgia bariátrica para avaliação de reabordagem, quando indicada
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Investigar sistematicamente a causa do reganho de peso (anatômica, comportamental, metabólica) antes de decidir a conduta, em vez de presumir falha cirúrgica.
  • • Reconhecer que o padrão alimentar disfuncional e os fatores psicossociais, não a falha anatômica, são as causas mais frequentes do reganho de peso pós-bariátrico.
  • • Instituir manejo comportamental de primeira linha (incluindo suporte de saúde mental) antes de considerar farmacoterapia adjuvante ou reabordagem cirúrgica.
  • • Indicar farmacoterapia adjuvante ou reabordagem cirúrgica com critério explícito, não por pressão do paciente ou por presunção sem investigação.
  • • Conduzir a consulta sobre reganho de peso sem reforçar o sentimento de fracasso do paciente, e prevenir o abandono do seguimento pós-operatório de longo prazo.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

8 decisões comentadas~16–32 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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