Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Rede de atenção psicossocial e escolha do nível de cuidado: o caso de Anderson

Preparo

  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
Paciente
Homem, 34 anos
Comorbidades
transtorno por uso de álcool, padrão pesado e diário há cerca de dois anos (CAGE positivo), episódio depressivo atual, sem diagnóstico ou tratamento psiquiátrico formal prévio
Fatores de risco
demissão do emprego há dois dias, abandonou acompanhamento num CAPS II não especializado há cerca de um ano, depois de duas sessões, verbalizou desesperança e ideação suicida passiva na chegada ('seria melhor se eu não acordasse'), vínculo conjugal presente, mas sem rede de apoio ampliada na cidade (família de origem mora longe)
Contexto: eletricista autônomo, casado com Patrícia há seis anos, sem filhos; mora em Campo Largo do Sul, município fictício de porte médio (~90 mil habitantes) cuja regional de saúde não tem CAPS III nem CAPS AD III — apenas CAPS AD, CAPS II e uma enfermaria especializada em saúde mental no Hospital Geral Municipal
Cenário
Emergência do Hospital Geral Municipal de Campo Largo do Sul, com CAPS AD de referência no território e regional de saúde sem CAPS III/CAPS AD III · atendimento de urgência por intoxicação alcoólica aguda com verbalização de desesperança, evoluindo para alta com articulação de rede, acompanhamento ambulatorial no CAPS AD e, meses depois, uma recaída seguida de nova estabilização breve em leito de hospital geral diante da falta de leito 24h no territórioRecursos disponíveis: leito de observação na emergência, avaliação laboratorial e glicemia capilar, CAPS AD do território, referência para necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, CAPS II do território, não especializado em álcool/drogas, enfermaria especializada em saúde mental do Hospital Geral Municipal, Núcleo de Apoio à Saúde da Família (apoio matricial) vinculado à Unidade Básica de Saúde, hospital psiquiátrico monovalente na capital, a 120 km, sem leito de retaguarda no território
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Escolher o ponto de atenção da Rede de Atenção Psicossocial adequado ao porte populacional do município e ao perfil do paciente (CAPS AD, CAPS II, CAPS III, CAPS AD III), reconhecendo os patamares populacionais que cada modalidade exige — sem incluir o CAPS AD IV, criado só na consolidação de 2017 e fora do escopo das fontes lidas nesta sessão.
  • • Efetivar referência e contrarreferência reais — vinculação nominal, registro escrito e confirmação de consulta —, nunca uma orientação verbal genérica de 'procurar a rede'.
  • • Coordenar o cuidado especializado (CAPS) com a Atenção Básica por apoio matricial e cuidado compartilhado, sem transformar isso em encaminhamento definitivo que encerra o vínculo com o serviço de referência.
  • • Reconhecer a recaída como parte esperada do curso do transtorno por uso de álcool, ajustando e intensificando o cuidado em vez de tratá-la como critério de exclusão.
  • • Construir o cuidado possível quando o dispositivo indicado (CAPS III/CAPS AD III) não existe no território, usando o hospital geral e, quando necessário, o hospital psiquiátrico apenas como recurso transitório — e registrando formalmente a lacuna à gestão, em vez de normalizá-la em silêncio.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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