Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Reconhecimento da criança gravemente enferma: o Triângulo antes do toque
Preparo
- Insuficiência respiratória e obstrução de via aérea
- Reconhecimento e manejo inicial dos tipos de choque
- Paciente
- Homem, 0 anos
- Fatores de risco
- idade cronológica de 10 meses — abaixo de 1 ano, faixa etária em que a literatura mostra maior variabilidade entre observadores na aplicação do Triângulo de Avaliação Pediátrica, febre há 3 dias, até 39,5°C aferida pelos pais em casa, sem foco aparente relatado, recusa alimentar progressiva nas últimas 12 horas, esquema vacinal em dia para a idade, sem comorbidades conhecidas, sem intercorrências neonatais
- Cenário
- UPA pediátrica, sala de espera com múltiplas crianças aguardando triagem e atendimento · reconhecimento inicial de lactente com possível deterioração clínicaRecursos disponíveis: avaliação visual/observacional imediata, sem necessidade de equipamento (Triângulo de Avaliação Pediátrica), monitorização contínua (frequência cardíaca, respiratória, oximetria, pressão arterial não invasiva), oxigênio suplementar disponível, acesso venoso periférico e kit de acesso intraósseo disponíveis, sala de estabilização com equipe de emergência pediátrica, coleta de hemograma completo, proteína C-reativa e hemocultura disponível, leito de observação com reavaliação seriada possível, contato telefônico direto com a UTI pediátrica de retaguarda
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Aplicar o Triângulo de Avaliação Pediátrica (Aparência, Trabalho Respiratório, Circulação para a Pele) à distância, antes de tocar no paciente ou aguardar sinais vitais formais, reconhecendo que ausência de choro/agitação NÃO é sinal de estabilidade.
- • Reconhecer alteração do domínio Aparência (tônus, interatividade, consolabilidade, olhar, choro/voz) como o marcador mais sensível dos três domínios, capaz de preceder qualquer alteração de sinal vital.
- • Reconhecer sinais de perfusão comprometida (enchimento capilar prolongado, pele mosqueada, extremidades frias) como choque compensado mesmo com pressão arterial normal para a idade — a hipotensão é sinal tardio no choque pediátrico.
- • Reconhecer que um padrão respiratório 'silencioso' (sem sibilo, estridor ou tiragem), associado a taquipneia leve e aparência de exaustão, pode indicar fadiga respiratória, e não deve ser interpretado como tranquilizador.
- • Sintetizar os três domínios do Triângulo numa classificação de gravidade e prioridade de atendimento, iniciar suporte básico em paralelo à investigação etiológica (nunca depois dela) e repetir a avaliação estruturada após cada intervenção, mesmo diante de melhora parcial dos números.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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