Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Choque indiferenciado no trauma: reconhecer o padrão antes de reanimar errado
Preparo
- Avaliação inicial do paciente politraumatizado
- Doença pericárdica aguda e pericardiocentese
- Pneumotórax hipertensivo: da descompressão de emergência ao manejo definitivo e prevenção de recidiva
- Choque hemorrágico e ressuscitação volêmica
- Paciente
- Homem, 29 anos
- Fatores de risco
- motociclista sem proteção torácica/abdominal, capacete usado, colisão de alta energia contra poste em via urbana, fratura fechada de fêmur direito (grande potencial de perda sanguínea oculta)
- Cenário
- Sala de emergência (sala vermelha) de hospital de trauma nível I, com ultrassonografia à beira do leito (FAST/eFAST), banco de sangue com protocolo de transfusão maciça ativável, e cirurgia geral e cardiotorácica de sobreaviso · atendimento inicial de politraumatizado após colisão motociclística de alta energiaRecursos disponíveis: monitorização contínua (PA, FC, FR, SatO2, ECG), acesso venoso calibroso bilateral, ultrassonografia point-of-care (FAST/eFAST), hemograma, coagulograma, lactato, gasometria, tipagem sanguínea e prova cruzada, protocolo de transfusão maciça (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas), radiografia de tórax portátil, kit de descompressão torácica e drenagem pericárdica, cirurgia geral e cardiotorácica de sobreaviso
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer os sinais de choque compensado (taquicardia, pele fria e pegajosa, enchimento capilar prolongado, alteração do nível de consciência, lactato elevado) mesmo com pressão arterial ainda dentro da faixa aceitável.
- • Diferenciar um padrão de choque obstrutivo (pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco) de um padrão hipovolêmico/hemorrágico pelo exame físico dirigido, reconhecendo quando o quadro muda e exige reexame, não apenas mais volume.
- • Tratar pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco como diagnósticos clínicos que exigem intervenção imediata (descompressão, pericardiocentese), sem atrasar por exame de imagem confirmatório em paciente instável.
- • Escolher transfusão balanceada de hemoderivados em vez de grande volume de cristaloide isolado diante de hemorragia ativa, e reconhecer que nenhuma quantidade de reposição substitui o controle definitivo do sangramento.
- • Reconhecer choque de causa mista e reavaliar a fisiologia ATUAL do paciente a cada intervenção — sem aplicar a lógica de tratamento de um tipo de choque já resolvido a um componente diferente ainda ativo — e usar lactato/enchimento capilar, não apenas a pressão arterial, como metas de ressuscitação.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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