Formação

Raciocínio diagnósticoResidente

Rastreio de sofrimento psíquico na APS: da queixa somática ao risco de suicídio

Preparo

  • Psicofármacos na APS - início, manutenção e retirada de benzodiazepínico
  • Avaliação e manejo do risco de suicídio
  • Depressão e ansiedade leve a moderada - manejo na APS
Paciente
feminino, 47 anos
Em uso de
clonazepam 2 mg à noite, em uso contínuo há 3 anos, iniciado por outro médico após separação conjugal, sem diagnóstico psiquiátrico formalizado no prontuário
Fatores de risco
desemprego há 2 meses (demitida do cargo de auxiliar administrativa), separação conjugal há 8 meses; mora sozinha desde então, uso crônico de benzodiazepínico sem reavaliação registrada nos últimos meses, historicamente falta às consultas de reavaliação, comparecendo à UBS apenas para renovar receitas
Contexto: Trabalhava como auxiliar administrativa; demitida há 2 meses. Separou-se do marido há 8 meses e mora sozinha; tem uma filha de 16 anos que mora com o pai. Nega uso de álcool ou outras substâncias. Nunca foi acompanhada por psiquiatra; o clonazepam foi iniciado por outro médico da própria UBS, num período de licença, e vem sendo renovado desde então sem retorno de reavaliação.
Cenário
Unidade Básica de Saúde (UBS), consulta de retorno agendada para renovação de receita · consulta de retorno ambulatorialRecursos disponíveis: SRQ-20 impresso disponível na UBS, prontuário eletrônico com histórico de prescrições, apoio matricial de saúde mental (NASF) para discussão de caso, com agenda semanal, CAPS de referência para encaminhamento, com fluxo de regulação de 3 a 6 semanas, agente comunitário de saúde (ACS) da área de abrangência, com visita domiciliar possível, linha telefônica do CVV e protocolo local de avaliação de risco de suicídio impresso na sala
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer a queixa somática e o pedido de renovação de receita como possível porta de entrada do sofrimento psíquico, evitando decidir a partir de um instrumento de rastreio aplicado sem exploração do contexto de vida
  • • Diferenciar sofrimento situacional (perda de emprego, separação) de transtorno que exige tratamento, usando o escore do SRQ-20 como apoio e nunca como diagnóstico isolado
  • • Investigar ativamente risco de suicídio sempre que o rastreio de sofrimento psíquico for positivo, independentemente de o quadro parecer 'compreensível' diante do contexto de vida
  • • Construir um plano de segurança e um seguimento definido diante de ideação suicida passiva confirmada, em vez de apenas renovar a medicação em uso sem reavaliação
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado