Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Claudicação febril na criança: quadril séptico contra o relógio
Preparo
- Semiologia do exame osteoarticular: inspeção, palpação e amplitude de movimento
- Paciente
- Homem, 2 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade conhecida; previamente hígido
- Em uso de
- dipirona em casa para a febre, sem melhora consistente
- Fatores de risco
- infecção de vias aéreas superiores autolimitada há cerca de uma semana, vacinação em dia, sem história de trauma
- Cenário
- Pronto-socorro pediátrico de hospital geral, com ortopedia pediátrica, ultrassonografia e centro cirúrgico disponíveis · emergência — criança pequena com claudicação febril aguda e recusa de apoiar o membroRecursos disponíveis: ultrassonografia de quadril disponível a qualquer momento, centro cirúrgico disponível para artrotomia/artroscopia de urgência, laboratório com hemograma, PCR, VHS e hemocultura disponíveis, análise do líquido sinovial (bacterioscopia, contagem celular, cultura) disponível, equipe de ortopedia pediátrica disponível para interconsulta e drenagem cirúrgica, antibióticos intravenosos de amplo espectro disponíveis
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a claudicação febril aguda com recusa de apoiar o peso como suspeita de artrite séptica do quadril, somando os preditores de Kocher-Caird (febre, não apoiar o peso, VHS, leucocitose, PCR) em vez de atribuir o quadro a um processo pós-viral ou ancorar a investigação no joelho por causa da dor referida.
- • Indicar artrocentese de urgência diante de alta probabilidade pré-teste de artrite séptica, reconhecendo que ela é etapa diagnóstica E terapêutica (descomprime a articulação), sem atrasá-la para testar resposta a antibiótico nem substituí-la por alta com antibiótico oral.
- • Interpretar corretamente um líquido sinovial com critério de artrite séptica (leucócitos >50.000/mm3 com >75% PMN e glicose baixa) mesmo com bacterioscopia (Gram) negativa, indicando drenagem cirúrgica de urgência em vez de descartar infecção pela ausência de organismo visualizado.
- • Escolher cobertura antibiótica empírica adequada à faixa etária (Kingella kingae predomina antes dos 4 anos e é resistente a vancomicina e clindamicina; Staphylococcus aureus segue relevante), e reconhecer falha de resposta ao tratamento (persistência de febre e ausência de queda do PCR) como indicação de reavaliação ativa, nunca de manutenção cega do plano.
- • Planejar o seguimento a longo prazo pelo risco de necrose avascular da cabeça femoral e distúrbio de crescimento, e diferenciar corretamente a apresentação de Davi da dor de crescimento (bilateral, noturna, sem claudicação nem febre) ao comunicar-se com a família.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado