Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Dona Marlene: a dor lombar que a ressonância não explica

Preparo

  • Manejo da dor crônica e uso seguro de opioides
  • Doença renal crônica — estadiamento e manejo conservador
Paciente
Mulher, 61 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, em tratamento, doença renal crônica estágio 3a (TFGe em torno de 50 mL/min/1,73m², última dosagem há 4 meses), lombalgia mecânica crônica há 2 anos, sobrepeso
Em uso de
Losartana 50mg, 1 comprimido pela manhã (para a hipertensão), Tramadol 50mg, até 3 vezes ao dia se necessário, há 8 meses, prescrito por outro profissional para a lombalgia crônica, Sem uso regular de anti-inflamatório no momento
Fatores de risco
uso de opioide fraco (tramadol) já estabelecido há 8 meses para dor crônica não oncológica, doença renal crônica estágio 3a e hipertensão, ambas relevantes para a escolha de analgésico anti-inflamatório, laudo de imagem particular já obtido, com achado degenerativo relatado de forma que gerou preocupação intensa, trabalho informal como diarista, dependente de função física preservada
Contexto: trabalha como diarista informal, três casas por semana; mora sozinha, tem uma filha que mora perto e ajuda quando a dor piora; renda variável, sem carteira assinada, sem benefício por afastamento
Cenário
UBS onde Marlene é cadastrada há anos, com prontuário longitudinal e acompanhamento prévio da hipertensão e da lombalgia crônica · consulta de demanda espontânea por piora aguda de dor lombar crônica conhecida, iniciada há 5 dias após esforço físico (mudança de móveis)Recursos disponíveis: prontuário longitudinal da UBS, exame físico e aferição de sinais vitais no local, encaminhamento para fisioterapia/exercício supervisionado no território (NASF ou equivalente), possibilidade de solicitar exames laboratoriais (função renal) se necessário, laudo de ressonância magnética particular que a própria paciente traz consigo
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer sinais de alarme (trauma significativo, febre, história de câncer, perda de peso não intencional, sinais neurológicos progressivos) que justificam investigação adicional diante de uma mudança de padrão em lombalgia crônica conhecida.
  • • Evitar solicitar imagem sem indicação na ausência de sinais de alarme, e interpretar achados degenerativos incidentais sem reforçar catastrofização nem orientar evitar movimento.
  • • Priorizar manter-se ativa e o encaminhamento a exercício supervisionado como intervenção de maior efeito sustentado, em vez de repouso prolongado ou escalada farmacológica precoce.
  • • Usar anti-inflamatório não esteroidal de forma racional, considerando risco renal e cardiovascular, especialmente em pacientes com hipertensão e doença renal crônica.
  • • Reconhecer os riscos do aumento reflexo de opioide em dor crônica não oncológica diante de pedido ou de persistência da dor, redefinir metas de tratamento em torno de função e participação — não escore zero de dor —, e conduzir um desmame gradual e colaborativo.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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