Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Queimadura por escaldadura no lactente: reposição volêmica e uma marca que não bate com a história

Preparo

  • Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
  • Queimaduras e lesões térmicas agudas
  • Suspeita de violência física e maus-tratos
Paciente
Mulher, 14 anos
Fatores de risco
lactente de 14 meses, 9 kg — peso repetido no enunciado de cada ponto cuja conduta é dosada por peso, porque o avaliador de cada decisão não tem acesso a este perfil, só ao enunciado daquele ponto, já engatinha e anda apoiada em móveis, dando alguns passos soltos — desenvolvimento motor NÃO torna a história relatada impossível por si só; a suspeita deste caso nasce do PADRÃO da lesão, não da incompatibilidade motora, previamente hígida, sem comorbidades, cartão vacinal em dia segundo a mãe, sem queimaduras ou fraturas prévias registradas no prontuário
Contexto: mora com a mãe; trazida por ela ao pronto-socorro pediátrico cerca de 20-30 minutos após o evento, sem atraso na procura por atendimento
Cenário
Pronto-socorro pediátrico de hospital geral, com balança e material de acesso venoso pediátricos, assistente social de plantão e linha de comunicação estabelecida com o Conselho Tutelar local · atendimento de urgência pediátrica — queimadura agudaRecursos disponíveis: balança pediátrica, acesso venoso periférico calibre adequado para lactente, sonda vesical de demora pediátrica, se indicada, assistente social de plantão, linha de comunicação com o Conselho Tutelar, leitos de observação/internação pediátrica
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Conduzir a avaliação inicial e a indicação de reposição volêmica formal numa criança queimada, sem subestimar queimaduras com componente de espessura parcial e total que já preenchem o limiar pediátrico de indicação (maior que 10% da SCQ).
  • • Estimar a %SCQ num lactente pequeno usando tabela adaptada à idade e ao peso (Lund-Browder ou Regra dos Oito para menores de 10 kg), e calcular a reposição volêmica pela fórmula pediátrica (3 mL/kg por %SCQ, menor que o multiplicador do adulto), reavaliando pela meta de diurese (1,0 a 1,5 mL/kg/h) em vez de tratar o cálculo inicial como fixo — incluindo a manutenção adicional com glicose pelo risco de hipoglicemia da reserva de glicogênio limitada.
  • • Reconhecer o padrão de queimadura (simétrico, bilateral, com linha nítida de demarcação, sem respingo) classicamente associado à imersão forçada, distinguindo-o de um achado de queimadura por respingo acidental — sem deixar que um apague o outro.
  • • Cumprir o dever legal de notificação ao Conselho Tutelar diante de SUSPEITA de maus-tratos, sem exigir certeza, documentando objetivamente os achados e mantendo o cuidado clínico da criança em paralelo.
  • • Comunicar-se com a família de forma não acusatória e centrada em trauma, mantendo-a informada e engajada no cuidado, e considerar medidas de proteção adequadas à vulnerabilidade da criança enquanto a investigação está em curso.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado