Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Psiquiatria em cuidados paliativos e avaliação do desejo antecipado de morte: o caso de Osvaldo Ferreira
Preparo
- Capacidade civil, interdição e tomada de decisão apoiada
- Sedacao paliativa: indicacao, diferenciacao etica e conducao
- Depressão maior: diagnóstico, gravidade e especificadores
- Antidepressivos: classes, seleção e efeitos adversos
- Delirium hipoativo: reconhecimento do subtipo silencioso e subdiagnosticado
- Paciente
- Homem, 68 anos
- Comorbidades
- adenocarcinoma de pâncreas metastático (fígado e peritônio), prognóstico estimado em semanas, dor oncológica em tratamento com opioide, com episódios de controle inadequado, dispneia em esforço, atribuída a derrame pleural associado à doença de base
- Em uso de
- opioide de longa ação para dor oncológica, com resgates de curta ação, antiemético de rotina
- Fatores de risco
- prognóstico de vida muito curto (semanas), o que muda o cálculo de qual tratamento psiquiátrico tem tempo de fazer efeito, controle de dor e dispneia inconsistente por sobrecarga da equipe de enfermagem, episódio recente de confusão transitória, não investigado formalmente ainda, sensação verbalizada de ser um peso para a filha, que suspendeu a rotina para cuidar dele
- Cenário
- Unidade de cuidados paliativos hospitalar, interconsulta psiquiátrica solicitada pela equipe assistente · interconsulta psiquiátrica após relato de desejo de morte feito à enfermagem, com encontros sucessivos ao longo de aproximadamente uma semana de internaçãoRecursos disponíveis: equipe multiprofissional de cuidados paliativos (medicina, enfermagem, serviço social, capelania/apoio espiritual), ajuste de analgesia e controle de dispneia pela equipe assistente, triagem formal de delirium (ex.: CAM) disponível à beira-leito, possibilidade de sedação paliativa para sintoma refratário, conforme protocolo da unidade, acompanhamento psiquiátrico longitudinal durante a internação
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 5/5
- O que este caso treina
- • Explorar diretamente o desejo antecipado de morte antes de responder a ele, sem dispensá-lo como reação esperada nem reagir com medida coercitiva desproporcional.
- • Diferenciar desmoralização (prazer preservado diante de estímulo ainda disponível, ligada a um estressor externo nomeável) de um episódio depressivo tratável, sem descartar que as duas coisas possam coexistir.
- • Reconhecer que sintomas neurovegetativos perdem especificidade diagnóstica na doença terminal, priorizando os critérios emocional-cognitivos para não gerar falso positivo nem falso negativo.
- • Investigar ativamente dor mal controlada, dispneia e delirium (inclusive hipoativo) como motores reversíveis do desejo de morrer, antes de atribuí-lo inteiramente a causa psiquiátrica.
- • Conduzir com segurança legal e ética um pedido direto de ajuda para morrer — esclarecendo que abreviar a vida é vedado ainda que a pedido do paciente, sem abandonar a conversa nem confundir isso com incapacidade decisória para outras decisões de tratamento.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado