Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Psicose secundária a condição médica ou a substância: o caso de Beatriz
Preparo
- Lúpus neuropsiquiátrico: diagnóstico diferencial
- Insuficiência adrenal e uso crônico de corticoide
- Paciente
- Mulher, 34 anos
- Comorbidades
- lúpus eritematoso sistêmico (LES) há seis anos, nefrite lúpica classe IV, em atividade, diagnosticada nesta internação
- Em uso de
- metilprednisolona IV 1g/dia por 3 dias (pulsoterapia concluída), prednisona oral 60mg/dia, iniciada há 4 dias, micofenolato mofetil, iniciado há 4 dias, hidroxicloroquina de uso contínuo prévio
- Fatores de risco
- corticoterapia em dose alta iniciada há poucos dias (pulsoterapia + prednisona oral 60mg/dia), nefrite lúpica em atividade, com possibilidade de acometimento neuropsiquiátrico concomitante, sexo feminino, nunca teve acompanhamento psiquiátrico antes; sem história familiar psiquiátrica conhecida
- Cenário
- Enfermaria de Clínica Médica/Nefrologia, com equipe de Reumatologia acompanhando · interconsulta psiquiátrica hospitalar por sintomas psicóticos agudos numa paciente lúpica em corticoterapia, evoluindo para seguimento ambulatorial conjunto após a altaRecursos disponíveis: equipe de reumatologia/nefrologia responsável pelo tratamento de base, eletroencefalograma e coleta de líquor disponíveis mediante solicitação, provas de atividade lúpica (complemento, anti-dsDNA), antipsicóticos e benzodiazepínicos disponíveis para manejo dos sintomas agudos, seguimento ambulatorial conjunto psiquiatria-reumatologia após a alta
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a relação temporal entre corticoide em dose alta e sintomas psicóticos/maníacos agudos como hipótese diagnóstica central, sem fechar prematuramente diagnóstico de transtorno psicótico primário.
- • Diferenciar psicose induzida por corticoide de atividade neuropsiquiátrica do próprio lúpus, reconhecendo que as duas causas podem coexistir na mesma paciente e exigem investigação e tratamento distintos.
- • Conduzir a decisão sobre o corticoide em conjunto com a equipe assistente, evitando suspensão abrupta e isolada pelo risco de insuficiência adrenal e de precipitar sintomas psicóticos.
- • Comunicar de forma honesta o curso esperado dos sintomas, sem prometer resolução rápida e garantida, e sustentar a monitorização psiquiátrica durante toda a redução do corticoide.
- • Decidir a duração do antipsicótico após a remoção da causa provável, evitando tanto a suspensão precoce sem reavaliação quanto a manutenção indefinida sem necessidade.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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