Formação

CondutaResidente

Psicofarmacologia na infância e adolescência: antipsicótico atípico no primeiro episódio maníaco de João

Preparo

  • Antipsicóticos: típicos, atípicos e efeitos extrapiramidais
Paciente
Homem, 13 anos
Comorbidades
primeiro episódio de humor maníaco com sintomas psicóticos (delírio congruente com o humor), em investigação para transtorno bipolar tipo I
Em uso de
nenhum psicofármaco em uso prévio ao início do quadro atual
Fatores de risco
primeiro contato com antipsicótico atípico — risco metabólico proporcionalmente maior que em adultos, segundo a literatura, idade 13 anos: exige consentimento do responsável e assentimento do próprio adolescente para qualquer decisão terapêutica, sintomas psicóticos em vigência (delírio de grandiosidade/controle), com risco de agitação e de julgamento prejudicado
Contexto: Mora com os pais, cursa o 8º ano. Os pais estão presentes e ativamente envolvidos nas consultas; João, mesmo agitado, demonstra alguma crítica parcial ao quadro e pergunta ativamente sobre o efeito do remédio.
Cenário
ambulatório de psiquiatria da infância e adolescência · primeira consulta e retornos de acompanhamentoRecursos disponíveis: avaliação laboratorial basal (peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia, perfil lipídico, prolactina), termo de consentimento informado para os responsáveis e termo de assentimento adaptado para o adolescente, farmácia com antipsicóticos atípicos e estabilizadores de humor, agenda de retorno quinzenal para acompanhamento do início do tratamento
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Iniciar antipsicótico atípico em criança/adolescente em dose baixa com titulação lenta e alvo definido, nunca em dose equivalente à de adulto desde o primeiro dia
  • • Solicitar e sustentar a monitorização metabólica (peso, circunferência abdominal, pressão arterial, glicemia, perfil lipídico) e de prolactina antes e durante o uso de antipsicótico em menores, mesmo diante de melhora clínica
  • • Registrar por escrito a indicação e a natureza off-label do tratamento, quando aplicável, como parte da conduta e não como formalidade posterior
  • • Conduzir o consentimento informado dos responsáveis somado ao assentimento do próprio adolescente, incluindo responder às perguntas dele sobre o tratamento
  • • Dialogar com o adolescente que recusa ou questiona o tratamento em vigor, em vez de decidir apoiado somente na autoridade dos pais ou do médico
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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