Formação

Decisão clínicaResidente

Zuleide, 66 anos: o prolapso que incomoda, o pessário como alternativa, e o achado que não precisa de tratamento

Paciente
Mulher, 66 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica em tratamento, diabetes mellitus tipo 2 com controle glicêmico inadequado (HbA1c 9,2%), obesidade grau I (IMC 32 kg/m²), menopausa há 14 anos, sem terapia hormonal
Em uso de
losartana 50 mg 12/12h, metformina 850 mg 12/12h, hidroclorotiazida 25 mg/dia
Fatores de risco
quatro partos vaginais, um deles com uso de fórceps, obesidade e diabetes mal controlada aumentando o risco de morbidade em cirurgia eletiva, tosse crônica por rinite alérgica não tratada, elevando repetidamente a pressão abdominal
Contexto: Cuida sozinha do marido acamado e trabalha meio período como diarista; teme ficar 'de cama' e sem poder trabalhar durante uma recuperação cirúrgica, e por isso adiou procurar atendimento até o incômodo interferir na rotina diária.
Cenário
ambulatório de ginecologia, unidade básica de saúde com referência para uroginecologia · consulta ginecológica eletiva de seguimentoRecursos disponíveis: exame especular e toque bimanual disponíveis no próprio consultório, kit de pessários vaginais de silicone (tamanhos e formatos variados) disponível no serviço, referência para fisioterapia do assoalho pélvico na rede, ambulatório de uroginecologia para avaliação cirúrgica, com fila de espera
Complexidade
Gravidade 1/5Urgência 1/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Indicar o pessário vaginal como alternativa conservadora eficaz para prolapso sintomático em mulheres que não desejam ou não podem operar no momento, e conduzir o ajuste inicial no consultório
  • • Orientar a paciente sobre os cuidados de manutenção do pessário (remoção e limpeza periódicas, sinais de alarme, retorno programado), reconhecendo que a negligência desse cuidado é a causa da complicação mais comum do dispositivo
  • • Correlacionar o grau anatômico do prolapso ao sintoma referido, reconhecendo que um achado assintomático não é, por si só, indicação de tratamento
  • • Reconhecer que indicar correção invasiva para um achado de prolapso assintomático expõe a paciente a risco cirúrgico/anestésico real sem benefício esperado
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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