Formação

OSCEResidente

Primeiro acesso, pneumoperitônio e a hora de converter

Preparo

  • Anestesia no paciente com insuficiência cardíaca: manejo hemodinâmico perioperatório
  • Fisiologia cardiovascular básica: débito cardíaco, pressão arterial e retorno venoso
Paciente
Mulher, 47 anos
Comorbidades
cardiopatia hipertensiva com disfunção sistólica leve do ventrículo esquerdo (FEVE 45% ao ecocardiograma mais recente), compensada, em acompanhamento cardiológico ambulatorial, hipertensão arterial sistêmica em tratamento, laparotomia mediana supra e infraumbilical de urgência há 12 anos, por úlcera duodenal perfurada — cicatriz ainda visível na linha média, apendicite aguda complicada com plastrão apendicular há 8 semanas, tratada de forma não operatória com antibioticoterapia intravenosa e drenagem percutânea guiada por tomografia da coleção periapendicular, com resolução completa do quadro agudo
Em uso de
losartana 50 mg 12/12h, carvedilol 6,25 mg 12/12h, hidroclorotiazida 25 mg/dia
Fatores de risco
aderências periumbilicais esperadas pela laparotomia mediana prévia — risco de lesão visceral em punção às cegas nesse território, reserva sistólica reduzida (FEVE 45%), com potencial de má tolerância hemodinâmica ao aumento da pressão intra-abdominal do pneumoperitônio, tecido inflamatório/fibrótico residual do episódio de plastrão apendicular, podendo dificultar a identificação segura da base apendicular e do ureter direito
Contexto: Professora aposentada, mora com o marido. Veio para o procedimento eletivo já orientada de que a cirurgia prévia por úlcera perfurada poderia exigir ajustes na técnica de entrada.
Cenário
centro cirúrgico, procedimento eletivo · apendicectomia videolaparoscópica de intervalo, sob anestesia geral, 8 semanas após tratamento não operatório de plastrão apendicularRecursos disponíveis: torre de vídeo com insuflador automático e fontes de energia monopolar e bipolar, instrumental para laparotomia de urgência disponível na sala, anestesiologista presente, com monitorização hemodinâmica contínua e capnografia, equipe cirúrgica auxiliar treinada em técnica de acesso aberta e fechada
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Escolher a técnica de primeiro acesso em videolaparoscopia adequada a um paciente com cirurgia abdominal mediana prévia, reconhecendo o risco de aderência periumbilical e evitando a punção às cegas no território esperado dessa aderência
  • • Reconhecer o mecanismo fisiológico da má tolerância hemodinâmica ao pneumoperitônio (redução do retorno venoso e aumento da pós-carga) em um paciente com reserva cardíaca reduzida, e responder ativamente reduzindo a pressão intra-abdominal e comunicando a equipe de anestesia
  • • Decidir a conversão para laparotomia diante de anatomia não identificada com segurança e sangramento não controlado pelos recursos laparoscópicos disponíveis, antes que a insistência produza uma lesão maior
  • • Comunicar a decisão de conversão à equipe cirúrgica e, no pós-operatório, ao paciente e à família, enquadrando-a como julgamento de segurança e não como fracasso da cirurgia
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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