Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Primeiro episódio psicótico: o caso de Lucas

Preparo

  • Diagnóstico diferencial com transtorno mental de causa orgânica ou por substância
  • Psicose secundária a condição médica ou a substância
  • Rede de atenção psicossocial e escolha do nível de cuidado
Paciente
Homem, 19 anos
Fatores de risco
sexo masculino em final da adolescência, faixa etária de início mais comum do primeiro episódio psicótico, uso recreativo de cannabis há cerca de 4 meses, com aumento da frequência nas últimas semanas, tio paterno com histórico de internação psiquiátrica não esclarecida na família
Contexto: mora com os pais e um irmão mais novo; cursando cursinho pré-vestibular; até cerca de três meses atrás tinha bom desempenho nos estudos e vida social ativa com o grupo do cursinho
Cenário
Ambulatório de saúde mental / CAPS, com uma avaliação inicial urgente pedida pelos pais e acompanhamento programado ao longo dos primeiros meses de tratamento · avaliação inicial de um possível primeiro episódio psicótico, evoluindo para acompanhamento ambulatorial estruturadoRecursos disponíveis: avaliação laboratorial básica e triagem toxicológica, CAPS e hospital-dia como alternativas à internação, leito de internação psiquiátrica quando clinicamente indicado, psicoeducação familiar e suporte de rede, encaminhamento para avaliação de imagem/neurológica quando indicado
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer clinicamente um primeiro episódio psicótico (delírios, alucinações, desorganização do pensamento/comportamento) e construir a história com informação colateral da família.
  • • Excluir causas orgânicas e por substância antes de rotular o quadro como transtorno psicótico primário.
  • • Reconhecer que a psicose por substância pode não se resolver com a abstinência e decidir o local de cuidado (CAPS, hospital-dia ou internação) a partir de uma avaliação sistemática de risco.
  • • Escolher e iniciar antipsicótico pelo princípio da dose mínima eficaz, evitando polifarmácia, num paciente virgem de tratamento.
  • • Comunicar diagnóstico e prognóstico à família preservando esperança sem negar a gravidade, e sustentar o vínculo terapêutico para prevenir o abandono no período crítico inicial do tratamento.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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