Formação

CondutaResidente

Prevenção primária cardiovascular: o hipertenso tabagista que 'só veio porque mandaram'

Preparo

  • Cessação do tabagismo e rastreio do uso nocivo de álcool no adulto
  • Dislipidemias e metas terapêuticas por categoria de risco
  • Decisão compartilhada sobre procedimentos, dispositivos e anticoagulação
Paciente
Homem, 42 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica diagnosticada há 1 ano, em uso de losartana 50 mg/dia, com PA atual 138/86 mmHg em consultório, tabagismo ativo, 1 maço de cigarros por dia há 20 anos (20 maços-ano), sobrepeso (IMC 29 kg/m²), sedentarismo — não pratica atividade física regular
Em uso de
losartana 50 mg/dia
Fatores de risco
história familiar de doença cardiovascular prematura: pai com infarto agudo do miocárdio aos 50 anos, LDL-c 172 mg/dL, HDL-c 38 mg/dL, triglicerídeos 210 mg/dL, tabagismo ativo de longa data (20 maços-ano)
Contexto: Motorista de aplicativo, trabalha em turnos longos e passa a maior parte do dia sentado. Veio à consulta por exigência do plano de saúde da empresa, assintomático, e diz que 'só vim porque mandaram'. Mora com a esposa e dois filhos adolescentes. O pai morreu de infarto um ano depois de ter parado de fumar.
Cenário
ambulatório · consulta de rotina em cardiologia ambulatorial (check-up ocupacional)Recursos disponíveis: calculadora do escore PREVENT disponível no serviço, perfil lipídico completo e glicemia de jejum já coletados, programa de cessação de tabagismo do serviço, com terapia de reposição de nicotina e bupropiona, escore de cálcio coronário disponível por encaminhamento, farmácia do serviço com estatinas de moderada e alta intensidade disponíveis
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Aplicar o escore PREVENT e os fatores agravantes de risco (história familiar de doença cardiovascular prematura) para reclassificar corretamente a categoria de risco cardiovascular antes de decidir terapia farmacológica
  • • Reconhecer que risco calculado intermediário associado a um fator agravante reclassifica o paciente para risco alto, mudando a meta de LDL-c e a indicação de terapia farmacológica
  • • Priorizar, numa negociação de mudança de estilo de vida, o fator modificável de maior impacto quando o paciente só aceita mudar uma coisa por vez
  • • Conduzir a decisão compartilhada sobre início de terapia farmacológica sem trocar tratamento indicado por promessa de mudança de comportamento isolada
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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