Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Pré-eclâmpsia e eclâmpsia na emergência: do reconhecimento à interrupção da gestação
Preparo
- Crise convulsiva na emergência
- Crise hipertensiva: urgência, emergência e lesão aguda de órgão-alvo
- Paciente
- Mulher, 32 anos
- Gestante
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade relatada antes desta gestação
- Em uso de
- ácido acetilsalicílico em baixa dose desde o início do 2º trimestre, por antecedente de pré-eclâmpsia grave na gestação anterior
- Fatores de risco
- pré-eclâmpsia grave na gestação anterior, sem eclâmpsia, resolvida no puerpério, sobrepeso pré-gestacional, sem hipertensão diagnosticada antes desta gestação
- Cenário
- Pronto-Socorro geral, sem maternidade no local, com sala de emergência equipada para monitorização contínua, bomba de infusão, sulfato de magnésio, anti-hipertensivos (hidralazina, nifedipino, nitroprussiato de sódio) e gluconato de cálcio disponíveis; obstetrícia de outra unidade e SAMU acionáveis para transferência · atendimento de urgência por cefaleia, distúrbio visual e dor no hipocôndrio direito em gestante de 34 semanas, com pressão arterial confirmada em faixa graveRecursos disponíveis: monitor multiparamétrico com aferição de pressão arterial, bomba de infusão, sulfato de magnésio, hidralazina, nifedipino e nitroprussiato de sódio disponíveis, gluconato de cálcio a 10% disponível, acesso venoso periférico, cateter vesical de demora, laboratório com hemograma/plaquetas, TGO/TGP, DHL, bilirrubinas e creatinina, obstetrícia de outra unidade e SAMU acionáveis para transferência/interrupção da gestação
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer pré-eclâmpsia com sinais de gravidade (pressão arterial em faixa grave confirmada, associada a sinais de iminência de eclâmpsia) e não tratá-la como queixa banal nem conduzi-la pelo protocolo ambulatorial reservado a quadros sem sinais de gravidade.
- • Tratar hipertensão grave na gestação com o anti-hipertensivo de ação rápida adequado (hidralazina ou nifedipino), buscando redução gradual da pressão arterial, sem omitir o tratamento nem recorrer a um agente de exceção fora de lugar.
- • Iniciar sulfato de magnésio como profilaxia/tratamento de convulsão pela indicação já presente, com a diluição e a velocidade de infusão corretas, sem substituí-lo por benzodiazepínico nem administrá-lo em bólus rápido.
- • Manejar uma crise convulsiva eclâmptica com as medidas de suporte corretas (posicionamento, via aérea, oxigênio, ausência de contenção física) e tratar prontamente uma convulsão recorrente sob sulfato de magnésio.
- • Reconhecer sinais clínicos de intoxicação por sulfato de magnésio e agir (suspender a infusão, gluconato de cálcio disponível), e reconhecer que a eclâmpsia já ocorrida indica interrupção da gestação independentemente da idade gestacional, organizando uma transferência segura e reconhecendo síndrome HELLP quando presente.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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