Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Vanderlei: uma polineuropatia que precisa de decisão, não só de fila

Preparo

  • Navegação da rede de atenção e defesa do paciente
  • Qualidade do encaminhamento e carta de referência
  • Matriciamento, teleconsultoria e segunda opinião formativa
  • Prevenção quaternária, sobrediagnóstico e sobretratamento
  • Neuropatia diabética periférica e autonômica
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, com controle glicêmico historicamente irregular, hipertensão arterial leve, em uso de losartana, com controle adequado, tabagismo, carga tabágica aproximada de 20 maços-ano
Em uso de
metformina, glibenclamida (uso intermitente), losartana
Fatores de risco
diabetes mellitus tipo 2 de longa data e controle irregular, rotina de trabalho como motorista de caminhão, com viagens prolongadas e dificuldade de contato e retorno regular à UBS
Contexto: motorista de caminhão de longa distância, passa a maior parte do mês viajando; casado, esposa costuma ser o contato mais confiável da UBS com ele; renda familiar depende diretamente de sua capacidade de dirigir
Cenário
UBS de município de porte médio, com apoio de central de regulação regional; eletroneuromiografia não disponível localmente nem na rede própria da regional, só mediante avaliação especializada; acesso a teleconsultoria/apoio matricial via Telessaúde; fila de Neurologia da regional com tempo médio de espera em torno de 5 meses no período do caso · acompanhamento longitudinal ambulatorial de uma polineuropatia que muda de padrão ao longo do tempo, com um episódio agudo de emergência neurológica no meio do acompanhamentoRecursos disponíveis: glicemia de jejum e hemoglobina glicada, hemograma, TSH, vitamina B12, central de regulação regional (SISREG ou equivalente), teleconsultoria/apoio matricial via Telessaúde, ambulatório de Neurologia da regional (mediante encaminhamento formal), serviço de urgência/emergência de referência
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer quando uma polineuropatia com etiologia definida e características típicas deve ser manejada na própria APS, evitando investigação e encaminhamento desnecessários (prevenção quaternária).
  • • Identificar características atípicas de polineuropatia (assimetria, progressão rápida, predomínio motor, instalação aguda) como critério objetivo de encaminhamento à Neurologia.
  • • Diferenciar uma polineuropatia aguda com sinais de gravidade (risco de Guillain-Barré) — emergência médica — de uma indicação eletiva de encaminhamento, evitando tratar uma emergência como prioridade de fila.
  • • Elaborar um encaminhamento formal completo, com conteúdo descritivo mínimo e classificação de prioridade justificada tecnicamente, e manter um plano-ponte ativo (tratamento, sinais de alarme, retornos programados) durante a espera pela vaga.
  • • Evitar a perda do paciente na rede entre o encaminhamento e a consulta especializada, e reconhecer a teleconsultoria/apoio matricial como alternativa a discutir o caso antes de agir sozinho ou de simplesmente aguardar.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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