Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Poliartrite persistente com sorologia negativa — investigação especializada

Preparo

  • Exame musculoesquelético dirigido — manobras especiais por região articular
  • Interpretação de autoanticorpos — FAN, anti-CCP, ANCA e painel de miosite além do resultado isolado
  • Espondiloartrite axial radiográfica vs. não radiográfica — mesma doença, decisão de tratamento igual
  • Imagem musculoesquelética avançada — ultrassom com Doppler, ressonância e TC de dupla energia
  • Imunogenética das doenças reumáticas — HLA-B27, HLA-DRB1 e o limite do teste genético
  • Artrite séptica vs. artropatia microcristalina — a decisão que não espera
Paciente
feminino, 41 anos
Comorbidades
nenhuma comorbidade reumatológica ou autoimune prévia conhecida
Em uso de
naproxeno 250mg, uso esporádico, sem prescrição médica formal
Fatores de risco
mãe de uma criança de 2 anos, em creche, não fumante, sem psoríase pessoal ou familiar conhecida, sem infecção genitourinária ou gastrointestinal recente
Contexto: Assistente administrativa, com uso intensivo das mãos no trabalho (digitação). Atendimento pelo SUS, sem rede de apoio médico privado — a data de reavaliação e os critérios de retorno precoce são especialmente relevantes para ela.
Cenário
ambulatório de reumatologia (SUS), encaminhada pela atenção primária · consulta de investigação especializada de poliartrite, com acompanhamento longitudinal ao longo de ~5 mesesRecursos disponíveis: sorologias (parvovírus B19 IgM/IgG, hepatites B e C, repetição de FR/anti-CCP/FAN), ultrassonografia articular com Doppler de poder, radiografia de mãos, punhos e pés, HLA-B27, ressonância magnética de sacroilíacas, artrocentese com Gram, cultura e pesquisa de cristais, metotrexato e imunobiológico de 1ª linha (anti-TNF), rastreio pré-imunossupressor (PPD/IGRA, hepatites B e C)
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 5/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar poliartrite viral autolimitada de doença articular inflamatória crônica emergente pelo padrão temporal, sorológico e de imagem.
  • • Aplicar corretamente os critérios de classificação vigentes de artrite reumatoide, entendendo o papel da sorologia dentro do escore composto.
  • • Reconhecer o papel e os limites da espondiloartrite periférica como diagnóstico alternativo diante de poliartrite persistente.
  • • Decidir entre sustentar a incerteza diagnóstica com reavaliação estruturada e iniciar tratamento modificador de doença, ponderando o risco de dano articular.
  • • Identificar o rastreio pré-imunossupressor indicado antes de terapias modificadoras de doença, de acordo com a classe farmacológica envolvida.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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