Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Plano alimentar e mudança de estilo de vida na obesidade: do déficit energético sustentável à decisão de associar farmacoterapia
Preparo
- Necessidades energéticas e proteicas e prescrição dietética
- Farmacoterapia da obesidade e análogos de GLP-1
- Paciente
- Mulher, 42 anos
- Comorbidades
- obesidade grau I (peso 87 kg, altura 1,64 m, IMC 32,3 kg/m²), pré-hipertensão/hipertensão arterial estágio 1, ainda sem tratamento farmacológico, pré-diabetes (glicemia de jejum alterada)
- Fatores de risco
- sedentarismo, histórico familiar de diabetes tipo 2 (mãe), duas tentativas prévias de dietas restritivas por conta própria, sem seguimento profissional, sem sucesso sustentado, trabalho em turnos noturnos como técnica de enfermagem
- Cenário
- ambulatório de nutrologia, atendimento longitudinal ao longo de cerca de um ano · consultas de seguimento programadas para tratamento não farmacológico da obesidade, com continuidade prevista até a decisão sobre farmacoterapiaRecursos disponíveis: equipe multiprofissional de terapia nutricional (nutrólogo, nutricionista, educador físico, psicólogo), farmacoterapia anti-obesidade guideline-indicada, quando indicada, consultas de retorno programadas
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Prescrever um déficit energético sustentável (500 a 750 kcal/dia) com distribuição adequada de macronutrientes, reconhecendo o risco de dietas extremamente restritivas sem supervisão.
- • Estruturar o plano alimentar e a prescrição de atividade física (aeróbica combinada com resistência) adaptados à realidade cultural, econômica e de rotina da paciente, preservando massa magra.
- • Negociar metas de perda de peso clinicamente relevantes (em torno de 5% do peso corporal) diante de expectativas irreais da paciente, sem romper o vínculo terapêutico.
- • Reavaliar periodicamente o alvo calórico conforme a evolução do peso e reconhecer o momento em que o tratamento comportamental isolado deixou de ser suficiente, associando farmacoterapia guideline-indicada sem suspender a mudança de estilo de vida.
- • Comunicar, sem reforçar estigma de peso, que a necessidade de farmacoterapia não é falha de força de vontade, e orientar a continuidade do seguimento como doença crônica.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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