Formação

CondutaResidente

Pericardite urêmica no paciente dialítico: da diálise perdida ao tamponamento

Preparo

  • Complicações do acesso vascular para hemodiálise: estenose, trombose e infecção
  • Eletrocardiograma: interpretação sistemática e padrões de alto risco
  • Derrame pericárdico e tamponamento cardíaco
  • Intercorrências intradialíticas: hipotensão, cãibras e síndrome de desequilíbrio dialítico
Paciente
Homem, 63 anos
Comorbidades
doença renal crônica terminal em hemodiálise há 4 anos, por nefrosclerose hipertensiva, hipertensão arterial sistêmica
Em uso de
anlodipino, carbonato de cálcio (quelante de fósforo), eritropoetina subcutânea nas sessões de diálise
Fatores de risco
faltou às duas últimas sessões de hemodiálise por dificuldade financeira com o transporte, acesso vascular único (fístula arteriovenosa radiocefálica esquerda), sem acesso alternativo pronto
Contexto: mora com a filha; o transporte até a clínica de diálise depende de vale-transporte que atrasou no último mês
Cenário
Sala de emergência de hospital geral com monitorização cardíaca contínua, ECG de 12 derivações imediato, ecocardiografia à beira do leito disponível, e equipe de nefrologia/diálise de sobreaviso para hemodiálise de urgência · atendimento de intercorrência aguda em paciente com doença renal crônica dialíticaRecursos disponíveis: monitorização cardíaca contínua e ECG de 12 derivações imediato, ecocardiografia à beira do leito e cardiologia de sobreaviso, hemoculturas e antibioticoterapia empírica disponíveis, cateter venoso central temporário de duplo lúmen para acesso de urgência, equipe de nefrologia/diálise de sobreaviso para hemodiálise de urgência, material de pericardiocentese disponível
Complexidade
Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Reconhecer que dor torácica postural e dispneia num paciente dialítico que faltou a sessões pode ser pericardite urêmica com efusão, não apenas 'a sobrecarga de sempre' — buscando ativamente sinais de tamponamento (turgência jugular, abafamento de bulhas, pulso paradoxal, alternância elétrica no ECG).
  • • Reconhecer que a pericardite urêmica com efusão é, por si só, indicação formal de diálise de urgência, e que essa indicação não deve ser adiada para a vaga de rotina.
  • • Reconhecer sinais clínicos de infecção de um acesso vascular de diálise (calor, rubor, dor) e conduzir corretamente — hemoculturas antes do antibiótico, e nunca puncionar o segmento suspeito, usando acesso alternativo temporário quando necessário.
  • • Diferenciar hipotensão intradialítica comum de hipotensão que reflete uma condição grave subjacente (tamponamento, entre outras), ajustando a conduta (reduzir/parar ultrafiltração, Trendelenburg, oxigênio, avaliação urgente) em vez de apenas 'seguir' a sessão.
  • • Reconhecer a perda do frêmito/sopro de um acesso vascular como sinal de trombose que contraindica nova punção às cegas, e comunicar ao paciente, sem minimizar, a relação entre a não adesão à diálise e a complicação grave vivida.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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