Formação

Diagnóstico diferencialResidente

Congestão sistêmica desproporcional após pericardite tuberculosa: constrição ou restrição?

Preparo

  • Ecocardiografia transtorácica, transesofágica e de estresse
  • Cuidado paliativo na doença cardiovascular avançada e terminalidade
Paciente
Homem, 54 anos
Comorbidades
pericardite tuberculosa há 14 meses, tratada com esquema RIPE por 6 meses, considerada resolvida à época, hipertensão arterial sistêmica de longa data, controle irregular, sem diagnóstico prévio de cardiopatia estrutural
Em uso de
losartana 50 mg/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia, iniciada há 2 meses para o edema, sem melhora
Fatores de risco
antecedente de pericardite tuberculosa — a I Diretriz Brasileira de Miocardites e Pericardites registra progressão para constrição em 30-50% dos casos de pericardite tuberculosa, hipertensão arterial mal controlada, fator confundidor para hipertrofia ventricular esquerda
Contexto: Pedreiro autônomo, casado, dois filhos adultos. Parou de trabalhar há 6 semanas por cansaço e desconforto abdominal. A esposa relata que ele 'está sempre com a barriga inchada, mas não fica ofegante como os colegas que tiveram problema de coração'.
Cenário
ambulatório · consulta de retorno em cardiologia geralRecursos disponíveis: ecocardiograma transtorácico com Doppler tecidual, tomografia computadorizada e ressonância magnética cardíaca com protocolo de pericárdio, hemodinâmica com capacidade de cateterismo biventricular simultâneo, laboratório com proteína C reativa, albumina, provas de função hepática e alfa-1-antitripsina fecal, cirurgia cardíaca de referência para pericardiectomia
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 5/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Suspeitar de pericardite constritiva diante de congestão sistêmica desproporcional à dispneia, com turgência jugular patológica e sinal de Kussmaul, especialmente em paciente com antecedente de pericardite tuberculosa
  • • Reconhecer os critérios ecocardiográficos de constrição (movimento septal anormal, onda e' preservada, variação respiratória do fluxo mitral) e não tratá-los como suficientes, isolados, para indicar cirurgia irreversível
  • • Aplicar os critérios de cronicidade (caquexia, fibrilação atrial, disfunção hepática, calcificação pericárdica) que decidem entre uma tentativa terapêutica conservadora e o encaminhamento direto à pericardiectomia
  • • Distinguir achado anatômico de achado funcional, recorrendo a avaliação hemodinâmica invasiva quando a imagem for ambígua, antes de autorizar uma cirurgia cardíaca maior e irreversível
  • • Reconhecer a constelação de achados de doença em estágio terminal da pericardite constritiva e comunicar com honestidade a mudança no risco-benefício cirúrgico ao paciente e à família
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

4 decisões comentadas~8–16 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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