Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Perda de peso involuntária: da quantificação objetiva à investigação escalonada, sem deixar o suporte nutricional mascarar o diagnóstico
Preparo
- Polifarmácia, interações medicamentosas e deprescrição
- Paciente
- Homem, 78 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica, controlada, depressão leve reativa ao luto, em tratamento há 10 meses, doença do refluxo gastroesofágico leve
- Em uso de
- losartana 50 mg/dia, sertralina 50 mg/dia, omeprazol 20 mg/dia
- Fatores de risco
- idade >= 65 anos -- faixa etária de maior risco de causa orgânica grave (inclusive malignidade) associada a perda de peso involuntária, perda de peso quantificada em 8,3% do peso corporal em 6 meses -- acima do limiar de >5% em 6-12 meses que define perda de peso involuntária clinicamente significativa, viuvez recente (14 meses) e moradia solitária -- fator de risco social/psicossocial reconhecido e frequente para perda de peso involuntária
- Cenário
- ambulatório de nutrologia de referência, após encaminhamento da UBS · consulta inicial com retornos de revisão de exames ao longo de cerca de dois mesesRecursos disponíveis: registro de peso da consulta prévia na UBS, 6 meses atrás, hemograma completo, proteína C reativa, VHS, glicemia, função hepática e tireoidiana, ferritina, eletroforese de proteínas, EAS, pesquisa de sangue oculto nas fezes e radiografia de tórax, ultrassonografia abdominal, endoscopia digestiva alta e colonoscopia, articulação com serviço social e rede de apoio comunitária
- Complexidade
- Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Quantificar objetivamente a perda de peso involuntária (percentual e janela temporal a partir de registro prévio ou corroboração), sem aceitar apenas a impressão subjetiva do paciente, e sem confundir a redução esperada do apetite com o envelhecimento com uma perda de peso substancial e mensurável.
- • Conduzir a investigação inicial padronizada (história, exame físico, laboratório básico, radiografia de tórax, pesquisa de sangue oculto) diante de perda de peso >=5% em 6-12 meses, sem pular essa etapa por o paciente 'não aparentar' estar desnutrido, nem partir direto para exame avançado/invasivo.
- • Escalonar a investigação de forma dirigida por sintoma e por probabilidade, reconhecendo doença gastrointestinal (maligna e não maligna) como a causa mais frequente, sem atribuir um sintoma digestivo novo ao envelhecimento.
- • Reconhecer causas sociais e de acesso ao alimento (isolamento, luto, dificuldade de preparar refeições sozinho, limitação financeira) como causa legítima e frequente de perda de peso involuntária, respondendo a um relato espontâneo com encaminhamento, não com uma orientação genérica.
- • Evitar que estimulante de apetite ou suplemento isolado substitua a investigação etiológica já indicada, definir corretamente o critério para encerrar a investigação inicial negativa (observação de 3-6 meses com reavaliação programada, nunca alta sem seguimento), e revisar a polifarmácia como causa contribuinte sem suspender medicação unilateralmente.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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