Formação
Simulação clínica sequencialResidente
PCR extra-hospitalar em FV: causa reversível cardiológica e o pacote pós-parada
Preparo
- Choque cardiogênico pós-infarto e suporte circulatório mecânico
- Estado vegetativo, estado de consciência mínima e prognóstico neurológico
- Manejo de via aérea definitiva (intubação e vias alternativas)
- Paciente
- Homem, 58 anos
- Comorbidades
- hipertensão arterial sistêmica em uso irregular de medicação, tabagismo ativo (cerca de 20 cigarros/dia há mais de 20 anos), sem diagnóstico prévio de doença coronariana
- Em uso de
- losartana 50mg/dia (uso irregular)
- Fatores de risco
- hipertensão arterial sistêmica mal controlada, tabagismo ativo de longa data, sexo masculino, 58 anos
- Cenário
- pronto-socorro, evoluindo para laboratório de hemodinâmica e depois unidade de terapia intensiva · cuidados pós-parada cardiorrespiratória em paciente reanimado de fibrilação ventricular extra-hospitalar, com retorno da circulação espontânea (RCE) e ECG pós-RCE sem supradesnivelamento do segmento STRecursos disponíveis: laboratório de hemodinâmica disponível 24h, tomografia computadorizada de crânio e angiotomografia de tórax disponíveis, ventilação mecânica e monitorização de gasometria arterial disponíveis, drogas vasoativas e inotrópicas disponíveis, suporte circulatório mecânico (balão intra-aórtico) disponível por meio de interconsulta com cirurgia cardiovascular, dispositivo de controle direcionado de temperatura disponível, unidade de terapia intensiva disponível
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 4/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a alta probabilidade de causa coronariana aguda pós-parada mesmo na ausência de supradesnivelamento do segmento ST, diante de instabilidade hemodinâmica e/ou elétrica, e acionar cateterismo coronariano emergencial.
- • Prosseguir a busca por causas reversíveis não coronariana (tomografia de crânio e/ou angiotomografia de tórax) quando o cateterismo não identifica lesão causal.
- • Titular a oferta de oxigênio pós-RCE evitando tanto a hipóxia quanto a hiperóxia, e tratar a hipotensão com alvo de perfusão de órgãos.
- • Reconhecer o choque refratário à farmacoterapia otimizada como indicação de considerar suporte circulatório mecânico, e instituir o controle direcionado de temperatura pela janela e duração corretas.
- • Conduzir a prognosticação neurológica pós-parada de forma multimodal, evitando o viés de profecia autorrealizável, e comunicar à família a incerteza prognóstica real sem antecipar um resultado definitivo com base num único teste precoce.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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