Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Paciente hiperfrequentador na UBS: a queixa nova de Vera Lúcia e o contrato de consultas programadas
Preparo
- Sintomas gerais e inespecíficos - fadiga, mal-estar, perda de peso
- Anemias — diagnóstico diferencial e investigação etiológica
- Rastreio de sofrimento psíquico e transtorno mental comum na APS
- Quando encaminhar em saúde mental e matriciamento com o CAPS
- Psicofármacos na APS - início, manutenção e retirada de benzodiazepínico
- Paciente
- Mulher, 47 anos
- Em uso de
- clonazepam 2 mg à noite, prescrito por outro médico da equipe há 6 meses, sem reavaliação regular desde então
- Fatores de risco
- 16 consultas na UBS nos últimos 8 meses por queixas variadas (cefaleia, dor generalizada, palpitações, tontura), todas com exames básicos anteriores normais (hemograma, TSH, ECG), desempregada há 10 meses, dispensada do trabalho como diarista; mora sozinha, filha adulta mora em outra cidade, uso de clonazepam prescrito por outro colega da equipe há 6 meses, sem reavaliação regular
- Cenário
- Unidade Básica de Saúde (UBS), atenção primária, demanda espontânea com paciente já conhecida da equipe · consulta de demanda espontânea que se torna acompanhamento longitudinal ao longo de cerca de seis meses, incluindo revisão de exames e negociação de plano de cuidadoRecursos disponíveis: prontuário eletrônico com histórico das últimas consultas, exames básicos de laboratório (hemograma, glicemia, TSH, provas inflamatórias), equipe de enfermagem e agenda compartilhada da UBS, matriciamento em saúde mental (apoio matricial) mediante discussão de caso, psicoterapia/CAPS na rede de referência, quando indicado
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Formular hipótese sobre o que sustenta um padrão de hiperfrequentação, sem decidir de antemão que uma queixa nova repete o padrão anterior.
- • Investigar uma queixa nova em paciente hiperfrequentador com o mesmo rigor de história, exame físico e exames complementares que se aplicaria a qualquer paciente, evitando a ancoragem no padrão conhecido.
- • Comunicar a hipótese de sofrimento psíquico sustentando sintomas físicos sem invalidar o sofrimento relatado nas consultas anteriores.
- • Negociar um contrato de consultas programadas que reduza a demanda não programada sem bloquear o acesso a queixas agudas ou sinais de alarme.
- • Articular matriciamento em saúde mental e sustentar limites com a equipe sem romper a continuidade do cuidado.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
12 decisões comentadas~24–48 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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