Formação
CondutaResidente
Osteoporose de risco muito alto: da fratura recorrente à reavaliação em tratamento
- Paciente
- Mulher, 74 anos
- Comorbidades
- osteoporose pós-menopausa, com fratura de fêmur proximal há 3 meses (já fixada cirurgicamente), duas fraturas vertebrais por fragilidade (T7 e T9), achado incidental em radiografia de tórax de 2 anos atrás, nunca investigado nem tratado, infarto agudo do miocárdio há 8 meses, em acompanhamento cardiológico, função ventricular preservada
- Em uso de
- ácido acetilsalicílico 100 mg/dia e estatina, prescritos após o infarto, nenhuma medicação anti-osteoporótica em uso até esta consulta, nenhuma suplementação de cálcio ou vitamina D em uso até esta consulta
- Fatores de risco
- múltiplas fraturas por fragilidade em sítios diferentes (vertebral e quadril), T-score muito baixo (-2,9 no colo femoral) associado a fratura recente, idade acima de 65 anos, evento cardiovascular recente (infarto do miocárdio há 8 meses)
- Cenário
- ambulatório · consulta de retorno ambulatorial de clínica médica, pós-alta da ortopediaRecursos disponíveis: densitometria óssea (DXA) já realizada, laboratório com cálcio, fósforo, PTH intacto, 25-hidroxivitamina D, creatinina, farmácia do serviço com teriparatida, ácido zoledrônico, denosumabe e alendronato, reposição oral de cálcio e vitamina D disponível, acompanhamento cardiológico já estabelecido, com relatório recente disponível
- Complexidade
- Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
- O que este caso treina
- • Classificar corretamente uma paciente com múltiplas fraturas por fragilidade na categoria de risco MUITO ALTO de fratura, independentemente do valor isolado do T-score, e escolher a sequência terapêutica preferencial (agente anabólico antes do antirresortivo) segundo o posicionamento SBEM/ABRASSO
- • Reconhecer a contraindicação cardiovascular do romosozumabe (infarto do miocárdio ou AVC no ano anterior) antes de indicá-lo, mesmo quando a categoria de risco recomenda um agente anabólico
- • Corrigir hipovitaminose D e cálcio limítrofe ANTES de iniciar a medicação anti-osteoporótica, com dose de reposição e meta específicas ao grupo de risco da paciente (acima de 30 ng/mL, não apenas a faixa normal da população geral)
- • Interpretar uma nova fratura incidente durante o tratamento à luz do critério objetivo de falha terapêutica do grupo de trabalho da IOF, sem declarar fracasso precipitadamente nem deixar a paciente sem plano farmacológico
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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