Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Nutrogeriatria e sarcopenia do idoso: do rastreio por força e desempenho ao aporte proteico distribuído, sem deixar o sobrepeso mascarar a doença

Preparo

  • Terapia nutricional na doença renal crônica e na diálise
  • Exercicio resistido e suplementacao proteica: prescricao no tratamento da sarcopenia
  • Desprescricao de benzodiazepinicos no idoso polimedicado
  • Sarcopenia: algoritmo diagnostico EWGSOP2 (achar-avaliar-confirmar-gravidade)
  • Obesidade sarcopênica e preservação de massa magra
Paciente
Mulher, 78 anos
Comorbidades
hipertensão arterial sistêmica, controlada com losartana, doença renal crônica estágio G3a (TFG estimada 54 mL/min/1,73m2), estável, em acompanhamento clínico, osteoartrose de joelhos, uso ocasional de anti-inflamatório para dor, insônia crônica, em uso de clonazepam há 2 anos, doença do refluxo gastroesofágico leve
Em uso de
losartana 50 mg/dia, clonazepam 0,5 mg à noite, omeprazol 20 mg/dia, anti-inflamatório não esteroidal, uso ocasional
Fatores de risco
idade >= 65 anos -- faixa etária em que a perda de força muscular já se acentua (BRASPEN 2019), justificando rastreio ativo de sarcopenia, sobrepeso (IMC 28,5 kg/m2) -- não exclui sarcopenia; a própria diretriz discute a 'obesidade sarcopênica' como entidade reconhecida, 2 quedas nos últimos 6 meses e dificuldade para levantar-se da cadeira -- sinais funcionais que motivam o rastreio, independentemente do peso corporal, prótese dentária superior mal ajustada -- limita a mastigação de carnes, contribuindo para baixa ingestão proteica, renda familiar limitada e permanência solitária em casa durante o dia -- barreira concreta de acesso a alimentos proteicos
Contexto: Viúva, mora com a filha (que trabalha em período integral) e dois netos adolescentes. Passa a maior parte do dia sozinha em casa até a filha voltar do trabalho. Evita carne porque a prótese dentária superior está mal ajustada e 'dói para mastigar', alimentando-se principalmente de arroz, feijão e pão. A renda familiar é limitada para a compra regular de proteína animal.
Cenário
ambulatório de nutrologia de referência, após encaminhamento da geriatria da UBS · consulta inicial com retornos de revisão ao longo de algumas semanasRecursos disponíveis: dinamômetro manual para força de preensão palmar, fita métrica para circunferência de panturrilha, percurso demarcado de 4 metros para teste de velocidade de marcha, laboratório (creatinina, taxa de filtração glomerular estimada), encaminhamento a serviço de referência com DXA (não disponível no local), encaminhamento a educação física/fisioterapia para exercício supervisionado, nutricionista, serviço social e odontologia para apoio interdisciplinar
Complexidade
Gravidade 2/5Urgência 3/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Rastrear sarcopenia em idosos com queixa funcional (quedas, dificuldade de levantar-se) usando ferramenta validada (SARC-F), sem descartar a hipótese só por sobrepeso ou IMC normal/alto -- reconhecendo a obesidade sarcopênica como entidade real.
  • • Aplicar corretamente os dois critérios diagnósticos de sarcopenia -- força de preensão palmar como critério FUNDAMENTAL, massa muscular (por DXA ou antropometria quando DXA não está disponível) como critério CONFIRMATÓRIO -- e classificar a gravidade pela velocidade de marcha, sem presumir nem psicologizar a queixa.
  • • Prescrever programa de exercícios multicomponentes (resistido, aeróbico, equilíbrio) como parte do tratamento, reconhecendo que reduzir a atividade por medo de queda agrava a sarcopenia em vez de proteger o paciente.
  • • Definir a meta e a distribuição do aporte proteico do idoso sarcopênico considerando comorbidades (como doença renal crônica não dialítica), sem aplicar cortes de restrição reservados a estágios mais graves do que o do paciente.
  • • Reconhecer anorexia do envelhecimento, polifarmácia e determinantes sociais (renda, isolamento, capacidade de mastigação) como causas legítimas e tratáveis de baixa ingestão, respondendo com estratégias concretas em vez de normalizar como 'coisa da idade' ou culpar a família por falta de esforço.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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