Formação

CondutaResidente

Nutrição no pré e pós-transplante hepático: peso seco, interação e reganho tardio

Preparo

  • Metabolismo hepático (CYP450, P-glicoproteína) e interações medicamentosas
  • Doença hepática esteatótica metabólica e cirrose
  • Obesidade sarcopênica e preservação de massa magra
Paciente
Homem, 58 anos
Comorbidades
cirrose hepática por hepatite C, tratada com antivirais de ação direta e resposta virológica sustentada, atualmente descompensada (Child-Pugh B, MELD 19), ascite volumosa recorrente, em uso de espironolactona e furosemida, com paracenteses de alívio periódicas, varizes esofágicas de pequeno calibre, sem sangramento prévio, em uso de propranolol
Em uso de
espironolactona 100 mg/dia, furosemida 40 mg/dia, propranolol 40 mg 12/12h
Fatores de risco
desnutrição energético-proteica e sarcopenia associadas à hepatopatia avançada, agravando o risco cirúrgico do transplante, listado para transplante hepático há 4 meses, aguardando órgão compatível, altura 1,70 m; peso habitual registrado antes da descompensação hidrópica: 66 kg
Contexto: Casado, aposentado por invalidez desde o diagnóstico de cirrose descompensada. A esposa participa das consultas e é quem prepara as refeições em casa.
Cenário
ambulatório de nutrologia integrado ao programa de transplante hepático · acompanhamento nutricional ao longo da fila de transplante e do pós-operatórioRecursos disponíveis: nutricionista e farmacêutico clínico dedicados ao programa de transplante, laboratório (função renal, glicemia, perfil lipídico), encaminhamento a serviço de imagem para avaliação de composição corporal (TC/DEXA), com fila de agendamento, dinamômetro manual para força de preensão palmar, educação física/fisioterapia para exercício resistido supervisionado, equipe de transplante (cirurgia, hepatologia, farmácia) para ajuste conjunto de conduta
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Calcular a meta calórico-proteica de um paciente cirrótico candidato a transplante usando o peso seco/habitual, não o peso inflado pela ascite, reconhecendo que essa distinção evita superestimar sistematicamente a prescrição
  • • Reconhecer a toranja/grapefruit como contraindicação alimentar concreta em pacientes em uso de tacrolimo, pelo risco de elevação imprevisível do nível sanguíneo do imunossupressor via inibição do CYP3A4
  • • Identificar a obesidade sarcopênica pós-transplante — ganho de gordura associado a perda de força e massa magra — como um padrão distinto de 'apenas engordar', que muda a prescrição nutricional
  • • Evitar a restrição proteica como estratégia isolada de emagrecimento em um paciente pós-transplante com sinais objetivos de perda de massa magra já documentados
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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