Formação

CondutaResidente

Nutrição em cirurgia: otimizar o desnutrido grave sem provocar síndrome de realimentação

Preparo

  • Terapia nutricional enteral e parenteral e síndrome de realimentação
  • Vitaminas e cofatores enzimáticos: deficiências clinicamente relevantes
Paciente
Homem, 61 anos
Comorbidades
adenocarcinoma gástrico antral, doença ressecável, sem metástase à propedêutica (TC de tórax/abdome/pelve e endoscopia digestiva alta com biópsia), suboclusão pilórica tumoral PARCIAL — ainda tolera pequeno volume por via oral
Em uso de
suplemento nutricional oral hipercalórico/hiperproteico, em pequeno volume tolerado, inibidor de bomba de prótons
Fatores de risco
perda ponderal de 14 kg em 4 meses (~19% do peso habitual de 74 kg) — critério isolado de alto risco para síndrome de realimentação, ingesta oral mínima (líquidos e pastosos em pequena quantidade) há 3 semanas — segundo critério isolado de alto risco, independente do primeiro, cirurgia oncológica de grande porte ELETIVA planejada (gastrectomia subtotal)
Contexto: Aposentado, mora com a esposa, boa rede de apoio familiar. Tabagista prévio, parou há 10 anos. Nega etilismo.
Cenário
enfermaria de cirurgia geral / ambulatório de pré-operatório oncológico · avaliação e acompanhamento pré-operatório de cirurgia oncológica eletivaRecursos disponíveis: equipe de terapia nutricional multiprofissional, sonda nasoenteral/nasojejunal para suporte enteral, caso a via oral não baste, nutrição parenteral disponível caso a via digestiva se torne inviável, monitorização laboratorial seriada (potássio, fósforo, magnésio), tiamina e complexo B injetáveis/orais, leito com monitorização cardíaca contínua quando indicado
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Triar risco nutricional com critério objetivo e decidir adiar cirurgia eletiva para otimização pré-operatória no paciente gravemente desnutrido
  • • Priorizar a via enteral/oral sobre a parenteral quando o trato digestivo ainda é utilizável, reservando a parenteral para quando a via digestiva for inviável
  • • Reconhecer critérios de alto risco de síndrome de realimentação e iniciar a oferta calórica com segurança (taxa baixa, tiamina, monitorização eletrolítica)
  • • Iniciar alimentação enteral/oral precoce no pós-operatório sem esperar sinais clássicos de retorno do trânsito intestinal, sem abandonar a cautela de realimentação só porque a cirurgia correu bem
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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