Formação
Decisão clínicaResidente
Marisa: o pedido de sigilo depois da revelação — notificação compulsória de violência e de tentativa de suicídio
Preparo
- Sigilo médico, prontuário e limites da confidencialidade em psiquiatria
- Notificação compulsória, Conselho Tutelar e ECA
- Paciente
- Mulher, 34 anos
- Comorbidades
- transtorno depressivo moderado em tratamento há 8 meses
- Em uso de
- sertralina 100mg, 1x ao dia
- Fatores de risco
- violência física pelo companheiro há uma semana (hematoma em antebraço), tentativa de suicídio não assistida há dois dias (ingestão excessiva de comprimidos, sem buscar atendimento depois), filho de 7 anos empurrado pelo companheiro durante a mesma agressão, com equimose no braço, pedido explícito de sigilo sobre os dois episódios
- Cenário
- ambulatório de saúde mental onde Marisa é acompanhada há 8 meses, com ficha de notificação compulsória do SINAN disponível, telefone para contato direto com o Conselho Tutelar do território e equipe de assistência social de referência · consulta de retorno agendada de acompanhamento psiquiátrico, durante a qual a paciente revela espontaneamente dois episódios não contados anteriormenteRecursos disponíveis: ficha de notificação compulsória do SINAN (violência interpessoal/autoprovocada), telefone para contato direto com o Conselho Tutelar do território, equipe de assistência social de referência, sala de atendimento reservada
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a obrigação de notificação compulsória de violência interpessoal e de tentativa de suicídio por suspeita, sem exigir prova, exame ou concordância da paciente.
- • Explicar à paciente o que a notificação compulsória é e o que ela não é, distinguindo-a de um boletim de ocorrência e de uma denúncia contra o agressor.
- • Cumprir o dever do serviço de comunicar a violência interpessoal à autoridade policial, sem confundi-lo com a decisão exclusiva da paciente de representar criminalmente.
- • Reconhecer suspeita de maus-tratos contra criança e comunicar de forma ágil e direta ao Conselho Tutelar, sem esperar o trâmite administrativo da ficha.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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