Formação

CondutaResidente

Choque séptico e lesão renal aguda no pós-operatório de peritonite: prescrição na UTI

Preparo

  • Farmacocinética: absorção, distribuição, metabolismo e excreção
Paciente
Homem, 66 anos
Comorbidades
diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, diverticulite aguda perfurada com peritonite purulenta (Hinchey III), submetido a laparotomia com colostomia terminal (procedimento de Hartmann) no dia anterior
Em uso de
losartana e hidroclorotiazida (uso domiciliar — suspensas na admissão), metformina (uso domiciliar — suspensa na admissão), ceftriaxona e metronidazol (empíricos desde a admissão), noradrenalina em infusão contínua
Fatores de risco
choque séptico de foco abdominal com hiperlactatemia, lesão renal aguda KDIGO 3 oligúrica (creatinina 1,0 mg/dL há 2 dias, 3,4 mg/dL agora), peso de 80 kg
Contexto: Aposentado, casado, independente para as atividades diárias antes da internação. A esposa aguarda notícias na sala de espera da UTI.
Cenário
unidade de terapia intensiva cirúrgica · primeiro dia de pós-operatório com choque séptico e lesão renal agudaRecursos disponíveis: equipe de nefrologia acionável por interconsulta 24 horas, farmácia clínica com alerta automático de ajuste de dose pela função renal, máquina de terapia renal substitutiva contínua (hemodiafiltração venovenosa contínua) disponível na UTI, gasometria arterial e lactato à beira-leito, laboratório com creatinina e potássio em regime de urgência
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 4/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 3/5
O que este caso treina
  • • Administrar o antimicrobiano do choque séptico sem atraso e em dose plena de ataque no paciente com lesão renal aguda em ascensão, sem esperar a definição da função renal nem reduzir a dose pela creatinina
  • • Reconhecer que os métodos contínuos de terapia renal substitutiva removem eficientemente antibióticos como o meropenem e que a dose habitual, não reduzida pela função renal, é mantida — desconfiando do alerta automático de "dose de anúria"
  • • Orientar a equipe sobre como a dose acompanha a modalidade de terapia renal substitutiva (método intermitente pede dose adicional após a sessão) e sobre a reavaliação a cada mudança de modalidade
  • • Evitar o anti-inflamatório não esteroidal no paciente com lesão renal aguda em terapia renal substitutiva, propondo analgesia alternativa, sem tratar o rim como perdido
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

3 decisões comentadas~6–12 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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