Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Internação involuntária de Marcos Aurélio: da indicação à alta, sem furar nenhuma salvaguarda legal

Preparo

  • Rede de atenção psicossocial e escolha do nível de cuidado
Paciente
Homem, 34 anos
Comorbidades
esquizofrenia paranoide, diagnosticada há 6 anos, com duas internações psiquiátricas prévias, abandono da risperidona por conta própria há cerca de 2 meses
Em uso de
risperidona 4mg/dia (uso interrompido há ~2 meses)
Fatores de risco
quatro dias sem dormir, delírio persecutório com ameaça verbal concreta e dirigida a um vizinho específico, abandono recente do antipsicótico, ausência de insight sobre a própria doença, duas internações psiquiátricas prévias
Contexto: Mora com a mãe (Regina) e um irmão mais novo (Thiago), que o trouxeram à unidade muito angustiados. Trabalhava como auxiliar administrativo, afastado há 3 semanas pela piora do quadro.
Cenário
CAPS III com acolhimento noturno / retaguarda de crise em saúde mental · crise psiquiátricaRecursos disponíveis: equipe de enfermagem e psiquiatria de plantão, visita domiciliar do CAPS disponível, contato telefônico ativo com a família, leito de observação/acolhimento noturno, antipsicótico oral e injetável disponíveis, assessoria jurídica do serviço para formalização de laudo de internação, linha direta com o Ministério Público Estadual para comunicação de internações involuntárias, referência territorial de CAPS para seguimento ambulatorial
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 3/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar internação voluntária, involuntária e compulsória conforme a Lei 10.216/2001, aplicando a modalidade correta a partir do consentimento real do paciente e da origem da decisão (terceiro vs. Justiça).
  • • Verificar e esgotar os recursos extra-hospitalares antes de indicar internação, reservando-a para quando eles se mostrarem insuficientes.
  • • Reconhecer quando o consentimento de um paciente não é válido por comprometimento do juízo crítico, e reavaliar a capacidade de forma estruturada e repetida ao longo da internação, sem presumi-la pela calma aparente.
  • • Cumprir as obrigações legais de comunicação ao Ministério Público em até setenta e duas horas, tanto na admissão quanto na alta da internação involuntária.
  • • Produzir registro em prontuário e continuidade de cuidado pós-alta (sumário, encaminhamento à rede, orientação familiar) capazes de sustentar a decisão clínica e legal tomada.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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