Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Miocardiopatia hipertrófica: obstrução dinâmica, risco de morte súbita e cuidado da família

Preparo

  • Cardiologia do esporte, avaliação pré-participação e atleta com cardiopatia
  • Prevenção de morte súbita e indicação de desfibrilador implantável
Paciente
Homem, 26 anos
Comorbidades
sem diagnóstico cardiológico prévio até a presente avaliação
Fatores de risco
história familiar de morte súbita em parente de primeiro grau (pai, aos 44 anos, durante atividade física recreativa, sem necropsia realizada), atleta competitivo amador (ciclismo de estrada), volume de treino elevado
Contexto: Técnico de informática, solteiro, mora com a mãe e uma irmã de 19 anos. Compete em provas amadoras de ciclismo de estrada há 6 anos. Foi encaminhado à cardiologia depois que um eletrocardiograma de pré-participação esportiva mostrou critérios de voltagem para hipertrofia ventricular esquerda com inversão difusa de onda T.
Cenário
ambulatório · avaliação_cardiológica_especializada_em_miocardiopatia_hipertróficaRecursos disponíveis: ecocardiograma transtorácico com Doppler e manobras provocativas, ressonância magnética cardíaca com realce tardio por gadolínio, monitorização eletrocardiográfica ambulatorial contínua (Holter de 24-48h), teste ergométrico/teste cardiopulmonar, painel genético para cardiomiopatias hereditárias e aconselhamento genético especializado, centro de referência em miocardiopatia hipertrófica para terapia de redução septal, serviço de implante de desfibrilador cardioversor implantável, equipe multidisciplinar (cardiologia, genética clínica, medicina do esporte)
Complexidade
Gravidade 3/5Urgência 2/5Diagnóstico 4/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Diferenciar miocardiopatia hipertrófica de hipertrofia adaptativa do coração de atleta diante de sinais de alarme (história familiar de morte súbita, síncope de provável mecanismo arrítmico), em vez de atribuir a hipertrofia ao volume de treinamento por padrão.
  • • Caracterizar a obstrução dinâmica da via de saída com manobras provocativas à beira do leito quando o gradiente de repouso é baixo, evitando testes que a diretriz desaconselha por falta de especificidade.
  • • Iniciar terapia farmacológica evitando vasodilatadores puros e diuréticos em alta dose, que agravam a obstrução dinâmica, e escalonar com segurança quando o betabloqueador isolado falha — reconhecendo o risco da disopiramida em monoterapia.
  • • Estratificar o risco de morte súbita pelo reconhecimento de QUALQUER marcador maior isolado — não apenas os mais dramáticos — e conduzir a decisão sobre desfibrilador implantável como decisão compartilhada, nunca automática nem unilateral.
  • • Oferecer rastreio familiar em cascata (clínico E genético) a todo familiar de primeiro grau assintomático, e orientar participação esportiva por avaliação individualizada em vez de restrição universal ou indicação de dispositivo por motivo indevido.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

10 decisões comentadas~20–40 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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