Formação

Simulação clínica sequencialResidente

Tratamento de manutenção do transtorno bipolar e monitorização do lítio: o caso de Vanessa

Preparo

  • Doença renal crônica — estadiamento e manejo conservador
  • Estabilizadores de humor e monitorização sérica
  • Terapia renal substitutiva — indicação, preparo e comanejo do paciente dialítico
Paciente
Mulher, 34 anos
Comorbidades
transtorno bipolar tipo I, 6 anos de história: 3 episódios maníacos graves (2 com internação) e apenas 1 episódio depressivo leve, não internado — polaridade francamente predominante de mania
Em uso de
risperidona 2mg/dia, iniciada durante a internação atual para controle agudo dos sintomas maníacos, em fase de redução — nenhum estabilizador de manutenção iniciado ainda
Fatores de risco
3 episódios maníacos em 6 anos — mais e mais frequentes episódios prévios são fator de risco documentado para nova recorrência, nenhum tratamento de manutenção de longo prazo iniciado até o momento
Contexto: professora de educação física, divorciada, mora com a mãe; tem uma filha de 8 anos que vê nos fins de semana; retomando o trabalho gradualmente após a alta
Cenário
Ambulatório de psiquiatria, acompanhamento de manutenção ao longo de aproximadamente 8 anos após a alta da 3ª internação por mania, com consultas de retorno espaçadas e contato telefônico entre consultas quando indicado · consulta de alta hospitalar evoluindo para acompanhamento ambulatorial de manutenção de longo prazo do transtorno bipolar tipo IRecursos disponíveis: laboratório para litemia, função renal, função tireoidiana e cálcio sérico, avaliação médica presencial urgente quando indicado, articulação com nefrologia para manejo conjunto de declínio de função renal, contato telefônico programado entre consultas para monitorização, psicoeducação estruturada sobre adesão e curso da doença
Complexidade
Gravidade 4/5Urgência 2/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
O que este caso treina
  • • Selecionar o estabilizador de manutenção do transtorno bipolar considerando a polaridade predominante dos episódios, oferecendo tratamento de manutenção a todo paciente com episódios recorrentes.
  • • Iniciar e monitorizar o lítio com segurança: exames basais, momento correto de colheita da litemia (~12h pós-dose), faixa terapêutica de manutenção e cronograma permanente de reavaliação de função renal, tireoidiana e calcemia.
  • • Reconhecer e orientar sobre as principais interações e situações que elevam o lítio (anti-inflamatório, diurético tiazídico, inibidor da ECA, desidratação), incluindo os primeiros sinais de intoxicação.
  • • Manejar a intoxicação por lítio estabelecida, incluindo o reconhecimento dos critérios para tratamento extracorpóreo.
  • • Reconhecer os riscos da suspensão abrupta do lítio (recaída e suicídio) e da adesão irregular no paciente eutímico, propondo desmame gradual e monitorizado quando indicado, e abordar o declínio de função renal no seguimento de longo prazo sem suspender por conta própria.
Caso comentado

Treine explicando cada conduta

A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.

9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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