Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Via aérea definitiva no trauma facial: prever a dificuldade e não atrasar a cricotireoidostomia
Preparo
- CICO ("can't intubate, can't oxygenate") e cricotireoidostomia de resgate
- Reconhecimento e manejo inicial dos tipos de choque
- Avaliação preditiva da via aérea difícil na consulta pré-anestésica
- Paciente
- Homem, 29 anos
- Comorbidades
- nenhuma comorbidade prévia conhecida
- Em uso de
- nenhuma medicação de uso contínuo
- Fatores de risco
- consumo de álcool nas horas anteriores ao acidente (relatado por acompanhantes), ausência de uso de capacete
- Cenário
- Pronto-Socorro de hospital terciário com sala de emergência equipada, videolaringoscópio e kit de cricotireoidostomia disponíveis, cirurgia geral e otorrinolaringologia de sobreaviso · admissão por politraumatismo com trauma facial, sangramento ativo em via aérea e rebaixamento progressivo do nível de consciênciaRecursos disponíveis: videolaringoscópio, dispositivos supraglóticos de segunda geração, kit de cricotireoidostomia, capnografia contínua, banco de sangue com concentrado de hemácias, cirurgia geral e otorrinolaringologia de sobreaviso, sala de reanimação com monitorização completa
- Complexidade
- Gravidade 5/5Urgência 5/5Diagnóstico 2/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Reconhecer a indicação de via aérea definitiva pela trajetória clínica esperada de piora (rebaixamento progressivo do nível de consciência associado a sangramento ativo na via aérea), sem esperar a falha de proteção de via aérea já estar consumada.
- • Prever a via aérea difícil ANTES de tentar, a partir do exame direcionado da via aérea, e escalar pessoal mais experiente e material de resgate (dispositivo supraglótico, cricotireoidostomia) antes de qualquer fármaco.
- • Definir e comunicar à equipe o plano de resgate escalonado (Plano A-B-C) ANTES da indução num paciente com preditores de via aérea difícil, e otimizar a hemodinâmica e ajustar o fármaco/dose da sequência rápida no paciente que evolui para choque hemorrágico.
- • Reconhecer que uma tentativa subótima de laringoscopia é uma tentativa perdida, mudar de estratégia (operador, dispositivo, posicionamento) em vez de repetir a mesma técnica, e respeitar o número máximo de tentativas recomendado antes de declarar falha de intubação e avançar para o dispositivo supraglótico.
- • Reconhecer o quadro franco de 'não consigo intubar, não consigo ventilar' (CICO) e realizar a cricotireoidostomia imediatamente, sem atrasar por tentativas adicionais de ventilação nem por aguardar um especialista, e confirmar objetivamente o posicionamento da via aérea cirúrgica com capnografia.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
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