Formação
Simulação clínica sequencialResidente
Fim de vida no domicílio: dor, dispneia e o medo de acelerar a morte
Preparo
- Manejo da dor crônica e uso seguro de opioides
- Manejo farmacologico do delirium agitado: quando e o que usar
- Sedacao paliativa: indicacao, diferenciacao etica e conducao
- Paciente
- Mulher, 74 anos
- Comorbidades
- adenocarcinoma gástrico metastático (fígado e peritônio), diagnosticado há 8 meses, sem mais indicação de tratamento oncológico modificador de doença, caquexia relacionada à doença avançada
- Em uso de
- morfina de liberação controlada 30mg VO de 12/12h para dor óssea, omeprazol 20mg 1x/dia, dipirona 1g VO se necessário
- Fatores de risco
- doença avançada, progressiva e sem terapêutica modificadora disponível, cuidadora principal (a filha Marta) sem treinamento prévio em manejo de sintomas de fim de vida, acesso venoso periférico difícil, veias finas e fragilizadas
- Cenário
- domicílio de Dona Iracema, visitas regulares da Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar (EMAD) vinculada à UBS, em acompanhamento de cuidados paliativos exclusivos · série de visitas domiciliares de acompanhamento em cuidados de fim de vida, com contato telefônico da família entre as visitasRecursos disponíveis: maleta de medicações de cuidados paliativos da equipe (morfina simples, haloperidol, escopolamina, midazolam), possibilidade de hipodermóclise no domicílio, retaguarda por telefone com equipe de cuidados paliativos de referência (matriciamento), SAMU para intercorrências que exijam avaliação hospitalar
- Complexidade
- Gravidade 4/5Urgência 3/5Diagnóstico 3/5Ambiguidade 4/5
- O que este caso treina
- • Titular a dose de opioide por sintoma (dor irruptiva e dispneia refratária) e deixar dose de resgate preparada em casa, reconhecendo que o subtratamento por medo de acelerar a morte é o risco real, não o oposto.
- • Converter a via de administração de opioide para subcutânea (hipodermóclise) quando a via oral falha, evitando a via intramuscular e a suspensão da analgesia.
- • Reconhecer e tratar delirium terminal investigando causas reversíveis e usando haloperidol em dose baixa, evitando benzodiazepínico e contenção física sem monitorização.
- • Reconhecer os critérios de sintoma refratário e a exigência de comunicação com família e equipe, e de decisão colegiada com retaguarda, antes de indicar sedação paliativa.
- • Comunicar à família o princípio do duplo efeito e a proporcionalidade da sedação paliativa, sem validar a ideia de que a medicação foi usada para acelerar a morte.
Treine explicando cada conduta
A cada decisão, você escreve uma justificativa obrigatória e, antes de seguir, vê se acertou, a conduta indicada, as fontes e um comentário da IA sobre o seu raciocínio. Se errar, o caso segue pela conduta indicada. No fim, vem o parecer final da IA sobre o caso inteiro. Este modo não conta para o seu perfil de competência.
9 decisões comentadas~18–36 min (estimativa, já contando o tempo de escrever)
A nota aparece no fim, mas não entra no seu perfil de competência. E, como você verá o gabarito, uma tentativa no modo completo deste mesmo caso feita depois também não vai contar.
Começar caso comentado